Oi fecha 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões
Perda é atribuída pela empresa, em grande parte, às despesas com a incorporação[br]da Brasil Telecom
Em seu primeiro balanço financeiro anual após a incorporação da Brasil Telecom, o grupo Oi anunciou um prejuízo de R$ 436 milhões. O resultado negativo foi influenciado principalmente pelas despesas com a integração das duas companhias. "Para capturar sinergias, infelizmente tem que se gastar antes", explicou Alex Zornig, diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, durante teleconferência com jornalistas.
Segundo o executivo, a amortização do ágio pago na compra da operadora foi R$ 600 milhões maior em 2009. Para facilitar a avaliação dos números da Oi, a companhia apresentou um cálculo pró-forma retroativo de seu balanço de 2008, incluindo o resultado da Brasil Telecom. Por essa estimativa, o grupo teria lucrado R$ 1,087 bilhão, cifra que pode ser comparada com o prejuízo de R$ 436 milhões no ano passado. ''O ano de 2009 foi um grande divisor de águas na história do grupo'', destaca a companhia em seu balanço.
Os R$ 350 milhões gastos com o início das operações de telefonia celular em São Paulo também pesaram no resultado. Durante a teleconferência, Zornig fez questão de enfatizar que o grupo pretende manter em 2010 uma estratégia agressiva na briga por clientes em São Paulo. A meta é ampliar em cerca de 45% a base de clientes para um patamar entre 7,5 milhões e 8 milhões de usuários.
A expectativa da companhia é de que as operações em São Paulo comecem a gerar caixa positivo a partir de abril. Hoje, os clientes de celulares pós-pagos somam cerca de 400 mil dos 5,5 milhões totais. A intenção é focar nesse público para ampliar a rentabilidade das operações na região. "Vamos continuar com algumas ofertas-surpresa, nosso foco vai ser distribuição e cobertura, principalmente no Oeste do Estado", disse Zornig.
O executivo lembrou que o cliente paulista viaja muito. Por isso, é fundamental oferecer uma boa cobertura também fora da capital. No foco principal está a cobertura em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
Além desses movimentos, Zornig disse que o fator preço é outro ingrediente fundamental nessa estratégia de expansão da Oi em São Paulo. "Preço é sempre nossa estratégia como quarto entrante em um Estado importante como São Paulo", disse o executivo. Atualmente, a Oi já oferece cobertura em 60% dos municípios paulistas. Em 2009, 72 lojas da marca Oi foram abertas no Estado, o que pode contribuir para ampliar a rede de distribuição.
Investimentos. Zornig informou ainda que a Oi pretende investir de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em 2010. A cifra é inferior aos R$ 5,1 bilhões gastos no ano passado. Em 2009, lembrou, a companhia gastou mais porque teve de implementar a integração das operações da BrT, adquirida no fim de 2008, também com o início das operações em São Paulo.
O executivo informou que o grupo Oi já contratou um banco para elaborar um laudo de avaliação sobre o processo de incorporação das ações da BrT. Após a conclusão do estudo, a companhia pretende submeter o laudo à aprovação dos acionistas minoritários da BrT. Em janeiro, a Oi suspendeu o processo de incorporação, após ter descoberto um esqueleto judicial avaliado em R$ 2,5 bilhões referente aos antigos planos de expansão do sistema Telebrás.
Negociação
Para retomar a operação de incorporação da Brasil Telecom, o Grupo Oi pretende incluir as perdas sofridas pela BrT na relação de troca de ações das duas companhias, o que pode desagradar os acionistas minoritários.
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 14:58 Na Grécia, policiais e manifestantes ...
- 13:05 Aéreas buscam acordo junto à ONU para ...
- 11:59 Parlamento grego vota 'cruciais' e ...
- 09:52 Bancos só veem queda do calote no 2º semestre
- 09:35 ?Gatos? causam prejuízo de R$ 7 bi ...
- 09:21 Indústria e varejo brigam pelo lucro ...
- 09:10 Ponte aérea é mais cara que ...
- 08:57 Gabrielli: combustível tem de subir 'em ...
- 21:57 Bancos só veem queda do calote no 2º semestre
- 21:49 ‘No modelo do pré-sal, a Petrobrás ...








