ONG faz campanha para valorizar imigrantes na Itália
22 de agosto de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo
Keynge Kashetu chegou na Itália há 25 anos para estudar medicina. Hoje, com 44 anos, a congolesa conta que apenas recentemente começou a ser alvo de atos explícitos de racismo. Ela é médica cirurgiã e atende em um hospital de Modena. A partir de amanhã, sua foto estará em toda a Itália. A Organização Internacional de Migrações está lançando uma campanha na imprensa e com cartazes nas ruas das cidades da Itália com a imagem de Keynge salvando a vida de um italiano. "Queremos chamar a atenção de que a maioria silenciosa de imigrantes trabalha e contribui para o desenvolvimento do sistema econômico e social da Itália", afirmou Jared Bloch, representante da OIM. "A Itália está em uma crise econômica profunda e o governo, sem conseguir dar uma resposta coerente, escolheu os imigrantes para culpar pela crise. Estamos sendo usados", acusou. "Quando cheguei na Itália, muitos me viam com curiosidade. Poucos, com um olhar racista. Hoje, há pacientes que, quando me veem, pedem para mudar de médico."
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