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Padilha e Pimentel em queda de braço

Ministros de saída para disputar governos estaduais competem por indicação na Saúde

12 de janeiro de 2014 | 2h 03
Lígia Formenti/ Brasília - O Estado de S.Paulo

Um duelo entre ministros petistas está em curso na Esplanada dos Ministérios pelo apadrinhamento do próximo titular da Saúde, pasta que ficará vaga em fevereiro com a saída de Alexandre Padilha para concorrer ao governo de São Paulo. De um lado, o próprio ministro, que se esforça para fazer como sucessor o secretário responsável pelo Mais Médicos, Mozart Sales. De outro, o titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, que sonha em ampliar seus poderes na área, por meio do mineiro e também secretário da pasta Helvécio Magalhães.

Padilha (à dir.) esteve em São Paulo na semana passada e vai a Cuba com Dilma - JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão
Padilha (à dir.) esteve em São Paulo na semana passada e vai a Cuba com Dilma

O apetite em torno da pasta não é sem razão. Além de ser o ministério de maior orçamento, - R$ 100,3 bilhões em 2014 - a Saúde abriga o Mais Médicos. O programa caiu nas graças da população, é considerado trunfo na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e nas disputas estaduais - seja para Padilha, seja para Pimentel, candidato a governador de Minas.

São dois ministros, dois candidatos a governador com adversários difíceis pela frente. Pimentel disputará com o tucano Pimenta da Veiga, e Padilha enfrentará o governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

No cenário mineiro, a proximidade com Helvécio poderia ser usada por Pimentel como importante arma para fazer frente ao discurso do PSDB, que já deu mostras de que vai usar a saúde como um dos principais pontos de campanha.

Parceiros. Embora a marca Mais Médicos já esteja vinculada a seu nome, Padilha sabe que não pode desperdiçar nenhum reforço. Mozart é de sua confiança. Foi seu colega no movimento estudantil, seu chefe de gabinete e, num segundo momento, condutor do inicialmente polêmico projeto de importação de médicos. Ele à frente da pasta seria a certeza de que nada faria sombra para a memória de sua gestão como ministro.

Além disso, apesar de ter uma relação cordial com Padilha e de estar à frente da secretaria de maior poder - e mais recursos - da pasta, Helvécio já foi seu rival. Em 2011, o secretário foi candidato vencido para o posto de ministro.

A disputa entre os nomes extrapola o duelo entre padrinhos. Pimentel é próximo de Dilma. Mas Mozart também ganhou confiança da presidente pela sua conduta à frente do Mais Médicos e, sobretudo, pela coragem de ter enfrentado a resistência da classe médica.

Há ainda um terceiro nome cogitado para substituição de Padilha, com menos favoritismo: o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Seria uma solução neutra, com incontestável carimbo de opção técnica. O secretário já trabalhou na pasta na gestão Humberto Costa e atuou na Organização Pan-Americana de Saúde.

O que está certo é que a solução será caseira. O governo está convicto de que a escolha de um nome de fora - como Ciro Gomes, por exemplo - poderia romper o equilíbrio de forças e ampliar a sanha dos partidos por outros cargos da Esplanada que em breve se tornarão vagos. Além disso, há a preocupação de blindar a pasta de crises.


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