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Reginaldo Leme

Palavras ao vento

16 de março de 2013 | 2h 04
Reginaldo Leme - O Estado de S.Paulo
A Red Bull dizer que se orgulha de ser a única a ter dois primeiros pilotos é uma frase que deixa de ser verdade quando prevalece a vontade de Helmut Marko, o homem forte da equipe. Já de Kimi Raikkonen, ninguém duvida que a famosa resposta "deixe-me sozinho, que eu sei o que tenho de fazer" pode se repetir muitas vezes na comunicação por rádio. Mas aquela em que todos nós mais queremos acreditar é a de Felipe Massa: "A segunda parte do campeonato passado foi só o início do que vou fazer em 2013".

Assim foi dada a largada da 64.ª temporada da Fórmula 1 em Melbourne. Temos como referência apenas o primeiro dia de treino livre, mas é suficiente para confirmar que a Red Bull continua comandando a turma e as quatro grandes rivais não estão longe como em outros anos. A evolução da Mercedes é clara, a da Lotus é uma confirmação do que ela já vinha fazendo no ano passado e a Ferrari está feliz da vida em abrir o ano oito décimos atrás da Red Bull, já que em 2012 essa diferença era de quase dois segundos e, ainda assim, Alonso chegou ao fim do ano disputando o título. A McLaren, por enquanto, é uma enorme decepção não disfarçada pelo desânimo do veterano Button, o vencedor dessa corrida no campeonato passado.

Melbourne é tudo de bom. Segunda maior cidade australiana, com 4,2 milhões de habitantes e uma das que têm melhor qualidade de vida no mundo. Por isso, ela atrai anualmente um milhão de turistas estrangeiros e sete milhões de australianos de outras regiões. No esporte, a cidade sediou os Jogos Olímpicos de 1956, desde 1972 é sede do Australian Open, torneio que abre a temporada internacional de tênis, e em 1996 ganhou o direito de sediar o Grande Prêmio de Fórmula 1.

A Austrália tem uma grande história na F-1. É o 9.º país com mais vitórias. Foi representada por 18 pilotos, mas suas 35 vitórias foram obtidas por apenas três: Jack Brabham (14), Alan Jones (12) e Mark Webber (9). Dos três, Webber é o que tem mais poles (34, contra 31 de Brabham e 24 de Jones), mas é o único dos três a não ganhar um título. Jones foi campeão uma vez (1980) e Brabham é um dos seis tricampeões da história (1959, 1960 e 1966).

O torcedor australiano, sentindo que pode estar chegando a hora de Mark Webber encerrar a carreira, parece ter muita esperança em Daniel Ricciardo, piloto da Toro Rosso, a chamada equipe B da Red Bull e, portanto, candidato a substituir Webber.

Assim como Webber, Ricciardo também estreou na Austrália, primeiro como piloto de teste em 2011 e, depois, como titular em 2012 da Toro Rosso. Agora vai para a sua terceira temporada na F-1. Webber teve um início bem melhor. Estreou na Austrália em 2002, como piloto da pequena Minardi e, correndo em casa, marcou seus primeiros pontos com um 5.º lugar. Foi um dia de grande festa para a torcida, mas daí em diante, tendo passado pela Jaguar, Williams e correndo há sete anos pela campeã Red Bull, ele ainda não conseguiu um pódio na corrida australiana. O melhor resultado foi o 4.º lugar do ano passado. Webber tem 36 anos, inicia sua 12.ª temporada na F-1, na qual já acumula 196 GPs, 9 vitórias e 34 pódios. Ainda falta o pódio australiano.




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