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Paris pressiona, mas Líbano se mantém neutro

11 de fevereiro de 2012 | 3h 08
ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, rejeitou ontem as pressões exercidas pela França e reafirmou que seu país se manterá neutro em relação à crise política na Síria. A declaração foi feita ao fim do primeiro dia de visita oficial a Paris, que se esforça em convencer a comunidade internacional a elevar a pressão sobre o regime de Bashar Assad.

Mikati fica em Paris até hoje. Ao fim de sua turnê, terá encontrado o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro, François Fillon, e o ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, todos ferrenhos defensores de uma resolução das Nações Unidas contra o governo de Assad. Nos últimos dias, Paris multiplicou os contatos com países da Liga Árabe e com parceiros do Conselho de Segurança da ONU para mobilizar a comunidade internacional.

Mesmo tendo se encontrado com Sarkozy no Palácio do Eliseu ontem, Mikati não mudou sua posição. "Seria suicídio para o Líbano importar a crise síria, pois os libaneses estão divididos entre opositores e partidários do poder sírio, afirmou o premiê, ponderando: "A única opção possível que temos é nos dissociar do que se passa na Síria, desejando que o país encontre uma saída pacífica". Segundo o premiê, seu governo vem fazendo "todos os esforços" para controlar o tráfico de armas por sua fronteira e para acolher os refugiados sírios que ingressam no Líbano.

Brasil. Duas famílias pediram repatriação à Embaixada do Brasil em Damasco, informou o Itamaraty. Um dos pedidos foi feito por uma família de sírios com dois filhos brasileiros que vivem perto de Damasco. Eles devem deixar o país em breve. Não foram divulgadas datas ou a identidade dos brasileiros.