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Pesquisa com animais tem de ser desmistificada

Diretor-associado de um centro americano diz que prática é regulada pelo governo e que é prevista em lei

21 de agosto de 2009 | 0h 00
Herton Escobar, ÁGUAS DE LINDOIA (SP) - O Estadao de S.Paulo

Informar o público e regulamentar a pesquisa são fatores essenciais para desmistificar o uso de animais em laboratório, diz o endocrinologista Michael Conn, diretor-associado do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon, nos EUA. "Pesquisas com animais são rigorosamente regulamentadas", disse ao Estado, após palestra de abertura da reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Águas de Lindoia.

Em enquetes nos EUA, diz ele, cerca de 50% das pessoas dizem ser favoráveis ao uso de animais. Informadas de que a prática é regulamentada pelo governo federal, a aprovação sobe para 95%. Nos 5% restantes estão os chamados "extremistas", que se opõem ao uso de animais sob qualquer condição. Conn conhece bem essa minoria: o Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon é um dos principais alvos de ataques e protestos. Conn já foi ameaçado e teve de pedir proteção policial. Viu colegas abandonarem pesquisas por conta disso. Alguns tiveram suas casas pichadas e até incendiadas.

Segundo ele, é possível que um dia o uso de animais não seja mais necessário, "mas esse dia ainda não chegou". "Em alguns casos é possível usar culturas de células, em outros é possível usar epidemiologia ou programas de computador. Mas, na maioria dos casos, o uso de animais é indispensável." Não só do ponto de vista científico, mas legal: a lei americana exige que qualquer droga, antes de ser testada em humanos, seja testada antes em pelo menos duas espécies animais. A lei também obriga os pesquisadores a tomar todas as medidas possíveis para minimizar o sofrimento dos animais. Fotos de macacos com o cérebro exposto e outras cenas de "tortura" são enganosas. "Essas fotos são usadas há 20 ou 30 anos. Ninguém sabe de onde elas vieram, nem os próprios extremistas", diz Conn.

O Brasil aprovou em 2008 uma lei que regulamenta o uso de animais em pesquisa. Até então, as regras eram definidas pelas instituições de pesquisa. Agora, essa responsabilidade caberá a um conselho federal, que está sendo montado com representantes da comunidade científica, dos ministérios e da sociedade civil. "Queremos promover uma discussão que proteja os animais e regule a pesquisa de uma forma coerente", disse Marcelo Morales, presidente da Comissão de Ética com Animais da UFRJ.

O repórter viajou a convite da organização do evento




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