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Pfizer perto de fechar a compra da Neo Química

Segundo fontes, negócio pode envolver cifras de cerca de R$ 1 bi

02 de setembro de 2009 | 0h 00
Mariana Barbosa - O Estadao de S.Paulo

A Pfizer está concluindo as negociações para a aquisição do laboratório Neo Química, de Goiás. Segundo fontes do mercado, as negociações começaram no início do ano e estão perto de uma conclusão. O valor do negócio está estimado entre R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão, dependendo das condições. Com faturamento de cerca de R$ 300 milhões, o Neo Química é especializado em medicamentos genéricos com marca (os antigos similares) e genéricos comuns.

Para a multinacional americana, que fatura R$ 1,5 bilhão no Brasil (excluindo vendas ao governo), a aquisição faria parte de uma estratégia de ampliação do faturamento global para compensar o vencimento de patentes de grandes campeões de vendas, como o Lípitor (usado para combater o colesterol alto) e o Viagra (contra impotência). O Lípitor, cuja patente vence no ano que vem, contribui com US$ 12 bilhões para o faturamento anual da companhia, que foi de US$ 48 bilhões no ano passado. A patente do Viagra vence em 2011.

Procurada, a Pfizer disse apenas que, por política internacional, não comenta especulações de mercado. Disse também que não fechou nem anunciou qualquer acordo no Brasil. A Neo Química, por sua vez, não respondeu às ligações telefônicas ou mensagem eletrônica.

Com as vendas nos EUA em queda - o mercado americano deve encolher de 1% a 2% este ano, segundo projeções do IMS, principal instituto de pesquisa do setor -, a Pfizer conta com aquisições nos mercados emergentes para adicionar US$ 3 bilhões à sua receita global até 2012. Além de Brasil, a companhia está olhando aquisições na China, Rússia, Turquia e Índia.

Esta será a segunda grande aquisição no mercado de genéricos brasileiros este ano. Em abril, a Sanofi Aventis pagou R$ 1,5 bilhão pelo laboratório Medley, empresa que fatura R$ 1,5 bilhão de acordo com levantamento da IMS, número que exclui descontos. As vendas líquidas da Medley foram de R$ 460 milhões no ano passado.

Segundo fontes, Pfizer e Neo Química chegaram a avaliar a possibilidade de criar uma joint venture ou a compra de uma participação acionária, mas o formato final acabou evoluindo para uma aquisição integral.

Com sede em Anápolis, a Neo Química foi a terceira empresa brasileira a obter registro para fabricar genéricos no País, iniciando sua produção em 2000. Hoje, o laboratório é conhecido mais pela fabricação de genéricos com marca. Dentre os seus principais produtos está o descongestionante nasal Neosoro, lançado em 2000. Segundo o site da companhia, o Neosoro seria hoje o segundo medicamento mais vendido do Brasil.

A Neo Química também possui uma rede de distribuição importante e acaba de inaugurar uma nova fábrica que vai permitir aumentar a capacidade produtiva de 3,6 bilhões para 8,5 bilhões de comprimidos ao ano.

Com a aquisição da Neo Química, a Pfizer deverá ampliar o portfólio de genéricos sem marca e também se antecipar para lançar genéricos de medicamentos como o Lípitor imediatamente após o vencimento da patente. No Brasil desde a década de 50, a Pfizer possui uma fábrica em Guarulhos com capacidade de produção de 172 milhões de unidades anuais.

A venda de mais um laboratório brasileiro para uma multinacional torna mais distante o sonho do governo de estimular, com a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a criação de um grande grupo farmacêutico nacional. Dentre os grandes fabricantes locais, restam EMS (receita superior a R$ 2 bilhões), Aché (R$ 1,5 bilhão) e Eurofarma (R$ 1,1 bilhão).





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