Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias >
Início do conteúdo

Prefeitura de SP reforma 3 de 9 pontes previstas

Entrega das obras era prometida para dezembro; até 2017, 58 estruturas devem ser recuperadas

03 de março de 2010 | 0h 00
Bruno Ribeiro, JORNAL DA TARDE - O Estadao de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo reformou apenas três de nove pontes e viadutos da cidade que havia prometido, em agosto, para dezembro. E mesmo nos endereços que receberam o serviço já há sinais de que a recuperação precisa ser refeita: as pontes têm infiltrações de água e armaduras metálicas expostas.

Essas reformas fazem parte de um pacote de manutenção das estruturas viárias da capital, fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público Estadual em 2007. O pacote prevê que, até 2017, 58 pontes e viadutos, alguns construídos na década de 1950, passem por recuperação. O primeiro lote de reformas, com sete unidades, terminou em agosto de 2009. Na época, a Prefeitura se comprometeu a recuperar mais nove locais até dezembro.

Nos nove endereços (veja quadro), há desde trabalhos quase prontos até serviços que não começaram. Apenas as pontes do Limão e do Tatuapé (ambas na Marginal do Tietê) e o Viaduto Florêncio de Abreu, no centro da cidade, foram concluídos.

Este último é o que teve a restauração de melhor qualidade, na avaliação do engenheiro civil Marcos Monteiro, professor do Instituto Mauá de Tecnologia e presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural. O serviço não apresenta sinais de rachaduras nem infiltrações. Porém, na Ponte do Limão, o engenheiro observou que a armadura metálica (que sustenta a ponte) já está exposta. "O impacto de algum caminhão deve ter derrubado a proteção de concreto."

A armadura exposta, associada a fatores típicos da capital, como chuva e os elementos químicos presentes na poluição, podem oxidar a estrutura - o que traz, a médio prazo, a necessidade de nova reforma.

Já na Ponte do Tatuapé, o especialista faz restrições à qualidade do concreto. Na estrutura sobre a pista local da Marginal, no sentido da Rodovia Castelo Branco, há infiltrações. "Isso é sinal de que a proteção de concreto pode estar comprometida", apontou Monteiro. Dessa forma, o concreto pode perder a função de proteger a armadura metálica, o que também traz a necessidade de mais obras.

O engenheiro ressalvou que a vistoria feita foi apenas visual. Para avaliar a totalidade do serviço, seria preciso checar a estrutura metálica, que fica sob o concreto. Monteiro alertou que os custos de recuperação de estruturas podem ser 25 vezes maiores do que o valor de reparos preventivos.

A Prefeitura foi questionada na segunda-feira e ontem sobre o atraso na recuperação das pontes, mas não deu resposta. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras se comprometeu a dar explicações hoje.

A listagem com o status de recuperação das pontes foi fornecida pela Prefeitura.