Presidente pede a eleitor que acerte no voto em 2010
Em discurso para sem-terra, ele se disse primeiro a investir nos pobres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Congonhinhas, a 400 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná, que seu governo foi o primeiro a "investir nos pobres" e, por isso, conseguiu muitas vitórias. Em seguida, sugeriu atenção à população na hora de votar em 2010. "Se a gente acertar nos políticos que a gente vai votar, a gente tem chance de melhorar as coisas ainda mais, porque neste país existem todas as condições de melhorar", acentuou.
O discurso foi feito ante dezenas de militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e populares que foram ao Assentamento Robson Vieira de Souza, onde vivem 39 famílias. O ato simbolizou a instalação elétrica de número 2 milhões do Programa Luz Para Todos. A proposta de Lula, agora, é fazer mais 1 milhão até o fim do mandato.
De acordo com Lula, foram investidos R$ 9,8 bilhões pelos governos federal e estaduais, incentivando 96 mil famílias a voltar para o campo. "Foi uma pequena revolução neste país."
"Pessoas que nunca moraram em casa sem luz não sabem o sofrimento de viver na base do candeeiro", declarou. "Quem vive com luz não sabe o que é tratar o filho doente na base da luz do candeeiro. Por isso o programa não foi pensado antes."
A todo momento criticando as gestões anteriores, o presidente disse que começou "quase do zero" as melhorias. "Quando a gente define fazer política para os pobres eles falam que é gasto, quando é para os ricos é investimento", insistiu. "Não existe investimento mais sagrado que cuidar dos pobres, pois o pobre custa muito pouco, ele não quer mais que o essencial."
O mesmo tom já tinha sido utilizado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ela, para chegar à comemoração de ontem foi preciso superar muitos entraves. "Não tinha dinheiro porque nos anos anteriores criaram um mito de que era absurdo o governo subsidiar as populações pobres."
HABITAÇÃO
Lula trocou o boné do Luz para Todos por um do MST e ganhou cestas com produtos da reforma agrária. O presidente ainda alertou o ministério para estudar aumento do valor do programa Minha Casa, Minha Vida. "Até joão-de-barro está gastando R$ 7 mil para fazer uma casinha. R$ 7 mil já não dá mais."
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