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Preso palestino em greve de fome tem apelo negado

14 de fevereiro de 2012 | 3h 06
JERUSALÉM - O Estado de S.Paulo

Um tribunal militar israelense rejeitou ontem o apelo do militante palestino Khader Adnan, da Jihad Islâmica, para a redução de sua pena. Em greve de fome há 58 dias, o militante acusa o sistema judiciário militar de Israel de humilhar os prisioneiros palestinos.

De acordo com o advogado de Adnan, Mahmoud Hassan, o tribunal rejeitou o recurso para a redução de pena e o militante cumprirá os 4 meses de prisão aos quais foi condenado até o dia 8 de maio. "O juiz do tribunal militar rejeitou a apelação e confirmou a prisão administrativa", disse.

Um porta-voz da Justiça militar israelense confirmou o veredicto. Segundo as regras da Justiça israelense, a prisão administrativa pode ser efetuada por até 6 meses sem que haja uma acusação formal.

Adnan, porta-voz do grupo radical islâmico, foi preso em dezembro pelo Exército israelense em Jenin, na Cisjordânia. Desde o dia 18 do mesmo mês, ele está em greve de fome.

Os palestinos dizem que não há causa contra Adnan. Seu estado de saúde tem se deteriorado e ele está internado em um hospital militar.

É a greve de fome mais longa de um prisioneiro palestino nos últimos anos. O militante já foi transferido para vários hospitais militares. / AP e AFP