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Professores farão nova manifestação em SP

Ato, o terceiro desde o início da greve, deve ocorrer em frente ao [br]Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul

26 de março de 2010 | 0h 00
Mariana Mandelli - O Estadao de S.Paulo

Há 19 dias em greve, os professores da rede estadual paulista farão nova manifestação hoje. Mesmo com previsão de chuva, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) decidiu manter o ato, que deve ocorrer em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da capital.

Marcado para as 15 horas, o protesto é, segundo a Apeoesp, uma "radicalização". O sindicato pretende reunir 100 mil pessoas. Mas, de acordo com resolução do governo estadual de 1987, o entorno do Palácio é considerado área de segurança e, portanto, manifestações são proibidas.

Esta será a terceira manifestação desde o início da greve. No dia 13, o ato que paralisou a Avenida Paulista reuniu, segundo a Polícia Militar, 12 mil pessoas. As lideranças da Apeoesp dizem que a manifestação concentrou mais de 50 mil. No dia 20, outra passeata na mesma região contou com 8 mil, segundo a PM. De acordo com o sindicato, estiveram presentes 60 mil.

Entre as principais reivindicações, os professores pedem reajuste salarial de 34%, incorporação imediata das gratificações e o fim das avaliações e dos programas criados no atual governo.

Apesar das manifestações, a adesão continua baixa. No último levantamento do Estado, com 100 escolas estaduais da capital, 68 não haviam sido atingidas pela paralisação. Apenas 3 estavam completamente paradas.

Professores e funcionários da rede municipal de São Paulo também fazem assembleia e manifestação hoje, às 14h30, no centro da cidade, em frente à Secretaria Municipal de Gestão.

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Profissionais de Educação do Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) para discutir reivindicações, como reajuste de 34% e incorporação integral das gratificações criadas em 2006. Durante a assembleia pode ser votada a participação dos manifestantes no ato da rede estadual.

Bahia. Os professores da rede estadual da Bahia promoveram ontem uma paralisação de 24 horas. Cerca de 1,3 milhão de alunos ficaram sem aulas. Os professores querem agilidade da Justiça no julgamento da ação que cobra o ressarcimento de 10,8% nos salários dos docentes, valor perdido no processo de criação da Unidade Real de Valor (URV), em 1994. Naquele ano, a Justiça deu sentença favorável aos docentes, mas a administração pública recorreu. A Procuradoria Geral do Estado aguarda o julgamento da questão para definir se o aumento será concedido. / COLABOROU TIAGO DÉCIMO


PARA ENTENDER

1.
Reajuste salarial
Os professores da rede estadual pedem um reajuste salarial imediato de 34,3%.
2.
Gratificações
A categoria quer a incorporação imediata de todas as gratificações, inclusive para
os professores que já se aposentaram.
3.
Avaliações
Os professores são contra algumas provas criadas pelo governo, como a avaliação pelo mérito. Segundo a Apeoesp, esse tipo de prova é "excludente".
4.
Outras reivindicações
A categoria pede garantia de emprego e consolidação de um "plano de carreira justo".


Leia. Mais informações sobre educação pública e privada


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