Projeto de energia solar é incentivado no Fundo Clima
Investimentos em energia solar terão o maior incentivo nas linhas de crédito do Fundo Clima, que acumula R$ 560 milhões para ações de mitigação e adaptação ao aquecimento global. O anúncio foi feito ontem pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, responsável pela operação dos recursos reembolsáveis.
"O Brasil já teve um avanço significativo em biomassa e eólica", disse Izabella, ao afirmar que agora o foco deve ser em energia solar e na proveniente dos oceanos. A taxa de juros do fundo para investimentos nessas renováveis é a mais baixa: de 2,5% a 5,6% ao ano - redução de 4,9 pontos porcentuais em relação à taxa usualmente cobrada pelo BNDES. Nos caso da energia gerada com base no uso de biomassa e vento, a nova taxa varia de 6,4% a 9,5% ao ano.
Projetos de combate à desertificação e para a redução da emissão de gases de efeito estufa no transporte também terão grande incentivo: as taxas variam de 3% a 7,5% ao ano.
Izabella estimou investimentos de R$ 1 bilhão até 2014 - os recursos são provenientes da parcela de até 60% da Participação Especial do Petróleo recebida pelo ministério. É um dos instrumentos do governo para cumprir o compromisso voluntário do País de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases-estufa projetadas até 2020.
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