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Protestos pacíficos em Davos

Movimento Ocupe o Fórum Econômico Mundial tem dado pouco trabalho aos policiais na cidade suíça

27 de janeiro de 2012 | 3h 08
O Estado de S.Paulo

Às cinco da tarde de ontem, manifestantes do movimento Ocupe o Fórum Econômico Mundial (em inglês, Occupy Wef) bloquearam por alguns minutos uma das principais vias de Davos. Policiais rapidamente desmontaram o bloqueio, feito com neve acumulada em grandes sacos de pano. Documentos foram pedidos para um dos manifestantes, mas tudo de forma pacata.

Em frente à manifestação, o sul-africano Kumi Naidoo, diretor executivo internacional do Greenpeace, conversava tranquilamente com jornalistas, com um olho atento para qualquer excesso policial. Mas Naidoo, que participa do fórum e das manifestações anti-Fórum, nem teve de se dar ao trabalho de intervir.

Como explicou o ativista Laurent Moeri, 33 anos, estudante de relações internacionais, o movimento diferencia-se da primeira onda de movimentos antiglobalização do passado - como as célebres manifestações de Seattle em 1999 durante reunião da Organização Mundial do Comércio - por ter um caráter bem mais pacífico.

Acampados em tendas e num iglu num estacionamento em Davos, algumas dezenas de manifestantes revezam-se em pequenas ações. Uma manifestação está programada para sábado.

Apesar da estratégia pacífica, o movimento é bastante incisivo nas críticas ao encontro de Davos. "Nós viemos aqui protestar contra o Fórum Econômico Mundial, que não tem legitimidade democrática - as soluções devem ser achadas de baixo para cima, e não de cima para baixo", disse Moeri, referindo-se à elite global reunida em Davos. Para ele, os participantes do fórum "criaram a atual situação (de crise) e agora agem como se pudessem resolvê-la." / F.D.


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