'Que Pompeia nada, o rock brasileiro nasceu em Taubaté'
O vistoso topete negro deu lugar a uma discreta franja grisalha. Aos 75 anos, "mas com corpo de 74", o roqueiro Tony Campello abriu seu apartamento em São Paulo para mostrar um bem cuidado acervo de raridades musicais e relembrar histórias da irmã Celly, que morreu de câncer em 2003.
Como um casal de irmãos do interior de São Paulo se tornou pioneiro do rock nacional?
Eu já cantava de tudo com minha banda de baile em Taubaté. Quando o rock chegou, primeiro pelo cinema, eu gostei de cara. Desde os 9 anos eu tracei o meu caminho na música. A Celly também cantava muita música brasileira em casa e na rádio da cidade. Mas rock só depois que eu a trouxe para São Paulo. Por isso é preciso lembrar. Não tem nada disso de rua do Matoso, Tijuca e Pompeia. O rock brasileiro nasceu mesmo foi em Taubaté.
Você foi contra a decisão de Celly abandonar a carreira?
Não. Sempre respeitei. E quando ela saiu de cena eu também resolvi me dedicar à carreira de produtor. Produzi discos do Sérgio Reis e muitas outras coisas boas de música sertaneja.
Houve pressão dos seus pais para ela fazer essa opção?
Nosso pai sempre nos apoiou, inclusive cuidando de nossa carreira. Viajava com a gente e até acertou uma grande excursão que começou em Salvador e terminou em Manaus. Quando ela decidiu que ia casar e parar de cantar ele apoiou. Sabia que ela estava convicta.
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