Questões devem ser anuladas, defende colégio
Direção considera injusto apenas os seus alunos terem de refazer a prova e diz que vai recorrer
A direção do Colégio Christus, de Fortaleza, considerou ontem injusta a decisão do Ministério da Educação (MEC) de cancelar a prova de seus alunos e disse que vai recorrer. Também defendeu que as nove questões sejam anuladas para todos os estudantes que prestaram o exame.
"A medida adotada pelo Inep, por outro lado, teria de alcançar todos os alunos que tiveram acesso ao material divulgado antes do Enem, sendo ou não provenientes dos quadros do Colégio Christus, uma vez que é possível que haja alunos de outros colégios que tenham tomado conhecimento do material (a divulgação foi ampla)", diz a nota.
Esse foi o segundo comunicado divulgado ontem pelo colégio. No primeiro, a escola afirmou que mantém um vasto banco de questões, construído com a colaboração de professores, alunos e ex-alunos, para a realização de simulados. Esse banco teria recebido sugestões de estudantes que realizaram o pré-teste do Enem. "Como há o pré-teste, existe a possibilidade de que essas questões caiam no domínio público."
O colégio tem dez unidades em Fortaleza. A unidade mais bem posicionada no ranking do Enem, entre as escolas com a maior faixa de participação no exame, é Barão de Studart, com 280 participantes - 96,9% dos estudantes -, ocupando a posição 194 da tabela de maior participação. / CARLOS LORDELO E CEDÊ SILVA
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