Resposta dos EUA sobre espionagem vai guiar discurso da presidente na ONU

Fala de Dilma na abertura da Assembleia Geral deve registrar desconforto diante de denúncias, mas tom dependerá das explicações de Obama

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2013 | 02h08

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai fazer um discurso de reclamação na abertura Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no próximo dia 24, contra a suspeita de espionagens da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que o Brasil considera que teriam sido movidas por interesses econômicos e comerciais.

A informação foi dada ontem pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que estava em Brasília e tomou café da manhã com a presidente no Palácio da Alvorada. Segundo Wagner, Dilma está aguardando uma "resposta satisfatória" para confirmar a sua viagem oficial a Washington, em 23 de outubro, a convite do presidente americano Barack Obama.

"A resposta do Obama vai modular o tom do discurso dela na ONU", declarou o governador baiano. "Se até lá não chegar nada, ela vai falar que nós aqui não abrigamos terroristas, não professamos o terrorismo e deixar claro que o que eles estão fazendo é espionagem industrial, que ultrapassa o razoável, que é inadmissível."

Esta declaração mostra que no Palácio do Planalto há expectativa de que a resposta de Obama possa demorar mais do o esperado pelas autoridades brasileiras. O Planalto busca "condições políticas" para viabilizar a viagem a Washington.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, e a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, se reúnem na capital americana para tratar do assunto.

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