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Risco de recessão pressiona BC a cortar taxa de juro

Queda de 17,2% na produção industrial em janeiro faz analistas reverem projeções de crescimento para 2009

07 de março de 2009 | 0h 00
Leandro Modé e Sérgio Gobetti - O Estadao de S.Paulo

Os dados mais recentes sobre o desempenho da economia brasileira surpreenderam até o mais pessimista dos analistas. Agora, eles não só dizem que aumentou a possibilidade de que o Brasil enfrente uma recessão técnica este ano - convenção econômica caracterizada por dois trimestres seguidos de recuo do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas de um país. Mas também já falam que 2009 pode ser um ano de estagnação ou até de retração na economia.

Por tabela, o péssimo resultado da produção industrial divulgado na sexta-feira reforça as pressões para que o Banco Central (BC) seja mais agressivo nos cortes da taxa básica de juros (Selic), a começar pela reunião desta semana. Um juro menor estimula a atividade econômica, já que torna o crédito mais barato.

No BC, a visão predominante é que há oportunidade para cortar os juros. Mas como a economia deve reagir no segundo semestre e pode pressionar os preços não seria prudente um corte muito agressivo.

O risco de recessão cresceu porque uma queda do PIB no quarto trimestre de 2008 é dada como certa. A projeção mais frequente para o número, que será divulgado terça-feira pelo IBGE é de queda de 2% ante o terceiro trimestre. Para que a recessão se caracterize, portanto, basta novo recuo no 1º trimestre. Até sexta-feira, era uma possibilidade prevista por poucos analistas. Agora, depois da divulgação do pífio resultado da produção industrial, muitos admitem a hipótese.

"A chance (de recessão técnica) aumentou muitíssimo", diz o sócio da MCM Consultores e ex-diretor do BC, José Julio Senna. "Diria mais: a chance de um PIB negativo para 2009 é muito grande." A estimativa da MCM é de um crescimento do PIB anual entre 1% e 1,5%. Senna avisa, porém, que o número será revisado para baixo.

Por causa desse cenário, a provável queda de 1 ponto porcentual da Selic (para 11,75% ao ano) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana já é considerada por muitos especialistas modesta para o momento atual.

"Os indicadores recentes de preços e atividade sugerem fortemente que o Copom não vai surpreender se votar, ainda que sem consenso, pela redução da Selic em 1,5 ponto porcentual", escreveu, em relatório, o economista do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

O diagnóstico que o presidente Lula recebeu de conselheiros econômicos, como Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, é de que a crise exige redução mais veloz da taxa Selic. "A liberdade operacional do BC foi irrestritamente respeitada nos últimos seis anos de gestão Meirelles, mas o debate é democrático", diz o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que participou da reunião.

No BC, a avaliação é de que as empresas ainda estão se livrando dos estoques acumulados no fim do ano. O processo de melhora, portanto, é lento e só deve começar a ficar mais claro a partir de março. A visão predominante no BC é que o País ainda pode fechar o ano com um crescimento, talvez em torno de 2%. Além disso, o BC ainda teme os efeitos da alta do dólar na inflação. A palavra de ordem, como tem sido desde o início da gestão de Henrique Meirelles, é cautela.





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