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Secretário vê ''crime organizado ambiental''

''Após fiscalização, tudo volta'', diz Eduardo do Rego; para ele, tráfico atua nessas áreas

16 de julho de 2011 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo

SÃO SEBASTIÃO

Invasão. Apesar das ações da prefeitura e da polícia, que destroem regularmente barracos, bastam poucas horas para erguer uma casa ao lado - Reginaldo Pupo/AE
Reginaldo Pupo/AE
Invasão. Apesar das ações da prefeitura e da polícia, que destroem regularmente barracos, bastam poucas horas para erguer uma casa ao lado

O secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Hipólito do Rego, afirma que existe um "crime organizado ambiental" em São Sebastião, responsável pelas invasões em áreas que, teoricamente, deveriam ser protegidas. "O loteador clandestino é o nosso câncer. Ele é quem controla, explora e indica os locais a serem ocupados", explica. E acrescenta que na maioria dos bairros invadidos há bandidos por trás das ações. "Os traficantes têm certa autoridade nesses locais."

Segundo o secretário, a fiscalização é constante. "Mas chegamos a um ponto em que estamos correndo atrás, em desvantagem, pois quando um barraco ou área é desocupado, em poucas horas acaba reocupado."

Ainda de acordo com Rego, as investidas são feitas nos fins de semana, quando há maior estrutura de pessoal e viaturas. "No entanto, após a fiscalização, tudo volta ao normal, ou seja, continuam construindo onde não deveriam. A organização é muito forte", justifica.

PM. O tenente Marco Aurélio Ribeiro da Silva, comandante interino da Polícia Ambiental no litoral norte, afirma que a corporação também fiscaliza a área constantemente. Mas, segundo ele, a maioria dos casos se refere a ocupações irregulares sem restrições ambientais. "Fazemos quatro operações mensais na área do Parque Estadual em São Sebastião, com muitos resultados positivos, e, até hoje, sem a constatação de grandes desmatamentos", ressaltou.

"Agimos principalmente ao longo de cursos d"água. A maior parte da população não é consciente sobre a importância das matas ciliares e, como nossa região é rica em cursos d"água, muitos buscam tal ocupação ou são ludibriados com uma oferta de terreno barato sem saber da restrição ambiental." /REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO


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