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Só crescimento de 5% no quarto trimestre zera o PIB em 2009

11 de dezembro de 2009 | 0h 00
- O Estadao de S.Paulo

Para que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescimento zero em 2009 seria necessária uma expansão de 5% no quarto trimestre deste ano ante igual período do ano passado. O cálculo, não oficial, foi apresentado ontem, após a divulgação do crescimento de 1,3% no PIB do terceiro trimestre, pela gerente de Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis. Já para uma suposta queda de 1% no resultado de 2009, seria necessária uma expansão de 1% no quarto trimestre ante igual período de 2008.

"Talvez não seja fácil chegar a esse número de 5%, mas é factível, pois a economia está se recuperando bem e esse crescimento está longe de ser impossível, já que a base de comparação também é muito ruim", avalia o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. Segundo ele, o cálculo de Rebeca faz sentido. "A princípio, estamos trabalhando com uma projeção de crescimento mais próximo de 4,5%, mas não descarto que chegue a 5%.

O aumento de 1,3% do PIB no terceiro trimestre frustrou as expectativas de diversos economistas, que esperavam alta entre 1,6% e 2,9%, de acordo com o AE-Projeções. Após a divulgação do resultado, a Tendências Consultoria já considera baixar a previsão para o PIB deste ano de alta de 0,2% para retração de 0,2%. Para 2010, a projeção deve subir de 4,8% para 5% a 5,5%. "A recuperação da economia é boa, mas não deve ser tão forte quanto o esperado por boa parte dos analistas", disse o sócio da consultoria, Juan Jensen.

Segundo Jensen, para que o PIB cresça 1% no ano, o País precisará avançar 7,6% no quarto trimestre, o que é impossível. Ainda de acordo com Jensen, para o País registrar estabilidade, seria necessária uma alta de 3,6% entre outubro e dezembro em relação ao trimestre anterior. Ele espera que o aumento do PIB seja mais modesto no período, entre 1,5% e 2%.

Já o economista Régis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), calcula que o Brasil deve fechar o ano com queda de 0,4% no PIB, mantido o atual ritmo do crescimento da economia medido pelo IBGE. Segundo ele, o crescimento do PIB de 1,3% no terceiro trimestre indica que é cada vez mais difícil que o ano termine com variação positiva do PIB.

Para o economista da BB DTVM Marcelo Fialho, os dados do PIB abaixo das previsões no terceiro trimestre, aliados à onda de revisões que o IBGE promoveu retroativamente na sua série até o segundo trimestre do ano passado, criaram empecilhos a um crescimento da economia brasileira neste ano. FLÁVIO LEONEL, RICARDO LEOPOLDO, ALEXANDRE RODRIGUES E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS


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