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Soja sobe em Chicago com queda do dólar e da produção

27 de janeiro de 2012 | 3h 09
O Estado de S.Paulo

Cenário: Ana Conceição

Os preços da soja subiram na Bolsa de Chicago, sustentados pela desvalorização do dólar e pela previsão de uma oferta menor que a esperada na América do Sul na safra 2011/12. O contrato março da oleaginosa teve alta de 0,76%, para US$ 12,2275 por bushel. A promessa do Federal Reserve (banco central dos EUA) de manter os juros próximos de zero até o final de 2014 reduziu o valor do dólar, o que é positivo para os produtos negociados na moeda. Além disso, ontem, Argentina, Paraná e Rio Grande do Sul revisaram para baixo suas estimativas de produção de grãos por causa da forte estiagem que atinge suas principais regiões agrícolas.

Em Nova York, a cotação do algodão recuou 1,37%, para 95,59 centavos de dólar por libra-peso, diante da queda na demanda pela fibra dos EUA por causa do feriado de Ano Novo na China, maior importador mundial. Os chineses só voltam ao mercado na próxima semana.

Já a cotação do suco de laranja fechou com baixa de 2,15%, em 206,60 centavos de dólar por libra-peso no contrato março. O mercado oscilou muito ao longo dia enquanto se esperava o desfecho da reunião entre a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) e representantes da indústria para discutir a questão da presença do fungicida carbendazim em suco do Brasil. Até o fechamento do mercado não havia informação sobre as negociações. O encontro antecedeu a divulgação, prevista para hoje, dos resultados de testes feitos em cargas do produto brasileiro.


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