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Som do inferno em show de heavy metal

Apesar dos problemas técnicos, fãs do Heaven and Hell tiveram o que queriam

18 de maio de 2009 | 0h 00
Crítica Diogo Salles - O Estadao de S.Paulo

O trânsito caótico nas imediações do Credicard Hall atrasou em meia hora a apresentação da lendária segunda formação do Black Sabbath, na sexta-feira. Enquanto isso, roupas pretas e crucifixos abasteciam um público de todas as idades. Estavam lá em busca de uma coisa só: peso. E foram atendidos.

A performance, porém, foi bastante prejudicada em seu começo por diversos problemas no sistema de áudio da casa. Mesmo com som embolado, Mob Rules abriu o set e moveu a massa para Children of the Sea e I. Com falhas constantes no som, Ronnie James Dio teve de colocar seu carisma a serviço da banda e o destaque sonoro ficou para Geezer Butler, que segurou a seção rítmica martelando seu baixo sem piedade. Hora de chamar o solo de Vinny Appice (no único momento em que a bateria esteve audível) para pôr fim aos problemas técnicos. Na volta, já com o som estabelecido, clássicos eram entrecortados pelo repertório mais arrastado do novo álbum, The Devil You Know, que foi bem recebido pelo público, mas sem grande empolgação.

O momento mais aguardado era mesmo para as músicas do disco que, hoje, dá nome à banda, Heaven and Hell. Die Young iniciou a sequência final de clássicos, com destaque para os solos de Tony Iommi - que ostenta, sem afetações, o título de pai do heavy metal. Já em Heaven and Hell (a música transformada em hino pela banda), o público foi regido como uma torcida de futebol pela figura mítica de Dio. No bis, um brinde aos headbangers, com Neon Knights - que, se não redimiu os técnicos de som do Credicard Hall, conseguiu lavar a alma de um público que já estava ganho muito antes de a banda subir ao palco.