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SP atrai por vida cultural, restaurantes, lojas e hotéis

07 de novembro de 2009 | 0h 00
Ana Bizzotto - O Estadao de S.Paulo

Já que não tem as belezas naturais e o charme das praias cariocas, São Paulo apostou nas atrações culturais e na infraestrutura para se tornar um dos melhores destinos turísticos para o público gay. A aposta deu tão certo que a Parada do Orgulho LGBT paulista já é a maior do mundo - neste ano, foram 3,1 milhões de participantes.

"Quem viu São Paulo há 20 anos lembra que ninguém andava de mãos dadas no metrô, quase não havia casas noturnas e não se via em lugar nenhum a bandeira do arco-íris. Houve mudanças, mas o combate ao preconceito precisa continuar enquanto houver homofobia", diz o coordenador do evento, Manoel Zanini. Segundo levantamento da SPTuris, órgão da Prefeitura responsável pelo setor, hoje há mais de 80 estabelecimentos voltados para o público GLS na capital.

"Estamos vivendo um momento especial no País. A eleição do Rio movimenta toda a cadeia do segmento. O fluxo de turistas vai aumentar, e quem vier também vai procurar outras cidades", diz o presidente da Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS), Almir Nascimento.

NOVEMBRO GAY

Para o coordenador municipal da Diversidade Sexual de São Paulo, Franco Reinaudo, o Rio sempre foi o destino preferido da comunidade gay internacional, mas passou a ter a "concorrência" de Buenos Aires e São Paulo. "É boa essa disputa. Isso incentiva o governo a se preparar cada vez mais para receber esse público", avalia Reinaudo, que pretende oficializar novembro como mês cultural da diversidade a partir de 2010, com a realização de um grande festival. O projeto piloto ocorre neste mês e incorpora o 17º Mix Brasil, festival de cinema e vídeo que vai de quinta-feira até dia 27, com festas, shows e teatro.