Teerã rejeita relatório e afirma que manterá programa
Governo iraniano desmente documento da AIEA e acusa agência da ONU de 'estar a serviço do Ocidente'
GENEBRA
O Irã rejeitou ontem as conclusões do relatório da Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) e acusou o órgão de estar "a serviço do Ocidente", mas insistiu que não vai frear seu programa nuclear e os dados revelados mostram "o sucesso dos avanços tecnológicos do país".
Em entrevista ao Estado, o embaixador do Irã em Viena, Ali Asghar Soltanieh, insistiu em declarar que o Ocidente está errado em achar que o país vai interromper suas metas nacionais por causa de sanções. "O Ocidente já errou muitas vezes em relação ao Irã. O primeiro grande equívoco foi achar que a revolução de 1979 não ocorreria. Agora, acham que vão nos parar por meio de sanções que são profundamente políticas", disse o diplomata.
Ele disse que Teerã está pronto para se engajar em novas negociações para encontrar uma solução para o programa nuclear iraniano. Mas alertou que a condição para os países ocidentais seria "falar de igual para igual". O diplomata ressaltou que a vontade do Irã é ter na mesa não apenas americanos, russos e europeus, mas também os brasileiros e turcos que, em maio, mediaram um acordo nuclear com Teerã. O tratado acabou sendo rejeitado por Washington, que liderou a imposição de sanções ao país.
Soltanieh acusou ainda os países ocidentais de tentar transformar a AIEA em "um órgão subsidiário" do Conselho de Segurança da ONU. "Isso não vamos permitir e, nesse ponto, sabemos que temos o apoio do Brasil."
Ontem, o diplomata disse à agência de notícias iraniana Mehr que o relatório divulgado pela AIEA "era um sério golpe contra a reputação técnica da entidade", mas ressaltou que as informações mostram que as atividades nucleares do Irã "estão sendo completamente supervisionadas". "Os números e as estatísticas das atividades no Irã são sinais do avanço e sucesso do país no campo da tecnologia nuclear", afirmou.
A POSIÇÃO DO BRASIL
Lula apoia meta nuclear de Ahmadinejad
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz "querer para o Irã o que quer para o Brasil": acesso à tecnologia nuclear com garantias de que ela não seja usada para fins militares. Lula é contra as sanções aprovadas em junho porque "colocar Teerã contra a parede" significaria o fim de uma solução negociada. Os EUA dizem que o Irã quer fabricar uma bomba atômica. Apesar de Teerã negar as acusações, o programa balístico do país e a usina de Qom, mantida em segredo por anos, seriam indícios dessa busca.
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 04 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 05 Irã bloqueia acesso ao Google e a outras ...
- 06 Retrospectiva 2011: Terremoto e tsunami matam ...
- 07 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
- 08 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 09 Presidente do PT critica privatizações ...
- 10 Em 2004, ministra admitiu ter feito ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados








