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Título de cardeal deve chegar nos próximos meses

05 de setembro de 2010 | 0h 00
José Maria Mayrink ENVIADO ESPECIAL / RIO - O Estado de S.Paulo

Paulista de São José do Rio Pardo, onde foi abade do mosteiro dos Monges Cistercienses antes de ser nomeado bispo de São José do Rio Preto (SP) e arcebispo de Belém (PA), d. Orani João Tempesta deverá ser nomeado cardeal em breve, pois o Rio é sede cardinalícia.
O papa Bento XVI convocará um consistório para a criação de novos cardeais provavelmente até o fim do ano ou no início de 2011.
Os dois últimos arcebispos do Rio, d. Eusébio Oscar Scheid e d. Eugenio de Araújo Sales, são cardeais, assim como foram d. Jaime de Barros Câmara, d. Sebastião Leme e d. Joaquim Arcoverde - este, o primeiro cardeal da América Latina.

A Arquidiocese do Rio, uma das mais antigas e mais importantes do Brasil, destacou-se ainda mais com o arcebispado de d. Eugênio, por causa de seu prestígio no Vaticano.
Mas a Igreja Católica não vive seu melhor momento no Estado. A porcentagem de católicos na cidade do Rio de Janeiro é uma das menores das capitais brasileiras: 61,83% da população, acima apenas de Belo Horizonte (61,52%) de Porto Velho (61,27%) e de Salvador (57,90%).
Esses números, publicados pelo Anuário Católico do Brasil 2009/2010, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), com projeção feita pela Fundação Getúlio Vargas, a partir de dados do IBGE.
No Brasil, os católicos chegam a 73,79%, segundo a mesma fonte.