Trabalho infantil diminui, mas queda é menor do que em 2008
O número de menores de 18 anos que trabalham no Brasil voltou a cair em 2009 na comparação anual, mas a redução foi menor do que a registrada em 2008 em relação a 2007, segundo a Pnad. No ano passado, a sondagem constatou que 4,250 milhões de garotos e garotas de 5 a 17 anos trabalhavam, contra 4,452 milhões em 2008 - queda de 202 mil pessoas, ou 4,53%. A redução detectada na Pnad 2008 fora de 367 mil, ou 7,61% dos 4,819 milhões de jovens trabalhadores em 2007.
Em uma das faixas etárias, 14 ou 15 anos, o número manteve-se inalterado: 1,153 milhão de crianças e adolescentes estavam no mercado de trabalho em 2008 e 2009. No Nordeste, registrou-se até crescimento no indicador, de 443 mil para 464 mil.
O gerente de Integração da Pnad e da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo, reconheceu que alguns números ainda estão elevados, mas destacou as reduções registradas no indicador de 1992 a 2009. "A população 5 a 9 anos vai de 3,7% (de nível de ocupação) para 0,7%; a de 10 a 14, de 20,4% para 6,9%; e a de 15 a 17, de 47% para 27,4%", disse.
Também o coordenador no Brasil do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, vê consistência na queda do trabalho infantil. "A média nacional expressa uma redução sustentável."
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