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Turista paga R$ 12 por cerveja na praia

Preços no litoral norte aumentaram 100%; estacionamento cobra R$ 50 pela 1ª hora

06 de janeiro de 2013 | 2h 02
REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO , SÃO SEBASTIÃO - O Estado de S.Paulo

O turista que ainda pretende passar um fim de semana no litoral norte nesta alta temporada deve preparar o bolso. Vendidos à beira-mar e nas praias mais movimentadas da região, produtos como água, refrigerante, cerveja, água de coco, energéticos e refeições estão com preços 100% mais altos - a variação média é de 60% -, em relação ao cobrado fora do verão.

Na Praia do Curral, em Ilhabela, um refrigerante em lata de 350 ml chega a custar R$ 6, mesmo valor que a versão de 2 litros vendida em supermercados da região. Há ainda a cobrança de taxa de 10% se o turista for atendido na mesa. Fora da temporada, esse mesmo refrigerante custa entre R$ 2,50 e R$ 3.

A cerveja é a "vilã" dos preços altos. Uma garrafa de 600 ml vale até R$ 12 na Praia de Maresias, em São Sebastião. A lata sai por R$ 8 a R$ 10. Os preços são cobrados por estabelecimentos legalizados.

Até estacionar em Maresias tem alto custo. Como a principal avenida do bairro é a Rodovia Rio-Santos, não restam muitas opções para parar. O jeito é recorrer aos estacionamentos improvisados em terrenos baldios - muitos clandestinos. Uma hora custa R$ 30. A hora excedente sai por R$ 10. Uma loja de moda surfe também resolveu cobrar para que motoristas possam estacionar. O valor chega a R$ 50 por apenas uma hora.

Quem está ou pretende ir para a Praia Martim de Sá, em Caraguatatuba, deve se preparar para pagar caro pelo fruto do mar mais cobiçado da região. Uma porção de camarão chega a R$ 30. Em alguns restaurantes, o turista paga R$ 60.

Os visitantes já sabem dos abusos. "Tivemos de economizar quase metade do ano passado, pois já sabemos que tudo é bem mais caro", disse João Carlos Olivieri, de 42 anos, que passa férias em São Sebastião com um grupo de 12 pessoas. "Parte das mercadorias, como cerveja, refrigerantes e água, foi trazida de São Paulo, pois fica mais em conta. Só deixamos para comprar produtos da ceia de Natal e frutas para o ano-novo por aqui."

Sobrevivência. Um proprietário de quiosque de Caraguatatuba, que preferiu não se identificar, disse que os preços altos são comuns nesta época do ano. "O litoral vive da sazonalidade. Temos turistas apenas três meses por ano. Nos demais, precisamos pagar as contas e os funcionários", afirmou.

Em Ilhabela, parte dos comerciantes ouvidos culpa a balsa pelos preços exorbitantes. "Pagamos um frete muito caro porque as mercadorias só chegam de balsa. Não tem como não repassar", disse um empresário.




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