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USP Leste tem água imprópria e piolho

Bebedouros do câmpus estão interditados por falta de manutenção e salas tiveram de ser fechadas após infestação de parasitas de pombos

13 de dezembro de 2013 | 2h 04
Fabiana Cambricoli e Victor Vieira - O Estado de S.Paulo

Atualizado às 11h23. Após ser multada por causa da contaminação do solo por gás metano no câmpus Leste, a Universidade de São Paulo (USP) enfrenta agora problemas com água imprópria para consumo e infestação de piolhos de pombo nas salas de aula da mesma unidade. Os bebedouros estão interditados até o fim de semana e as áreas infestadas ficaram sem uso por pelo menos dez dias.

O bloqueio temporário dos bebedouros foi determinado depois que análises feitas pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) apontaram turbidez da água e presença indevida de bactérias. A causa do problema foi a falta de limpeza dos reservatórios de água. A higienização periódica é recomendada a cada seis meses ou, no máximo, anualmente. A última lavagem foi em setembro de 2012.

O edital de contratação para nova limpeza foi aberto em setembro deste ano, mas não foi concluído por causa da troca de direção da unidade e da ocupação da sede do câmpus em protesto dos alunos, em outubro, que durou 18 dias.

A Sabesp informou que não há problema na água levada pela companhia à faculdade. Como as caixas d'água ficam dentro do imóvel, a qualidade da água é de responsabilidade da USP Leste.

A direção da unidade contratou, em regime de emergência, a limpeza dos reservatórios, que será feita neste fim de semana. Garrafões de água foram distribuídos para consumo nos próximos dias. A previsão é de que os bebedouros voltem a funcionar na segunda. A Sabesp deve fazer nova avaliação.

Piolhos. Além dos bebedouros, três salas de aula do prédio principal ficaram interditadas até a última terça, por causa de infestação de piolhos de pombos. O forro do prédio tem ninhos das aves. Segundo relatos de alunos e professores, o problema foi descoberto quando, no fim de novembro, pequenos ácaros começaram a andar pelo corpo de alunos e professores durante aulas. Alguns deles dizem ter sido picados pelos parasitas.

Com coceira e feridas, uma das professoras procurou um dermatologista e foi diagnosticada com escabiose (sarna). Ela teve de passar por tratamento contra o problema, assim como sua família, por prevenção.

Com as salas interditadas, os alunos de três turmas passaram a ter aulas no auditório ou anfiteatro. "Acabamos de sair de uma greve, estamos com as aulas atrasadas, e tivemos de ficar de um lado para outro para saber onde seria a aula. Como uma universidade do porte da USP pode ter um problema como esse?", questiona uma alunado 2.º ano de Gestão Ambiental, uma das turmas afetadas.

A assessoria de imprensa da USP Leste informou que a desinfestação foi feita no dia 3, segundo as normas de vigilância sanitária. Também já foram pedidas dedetizações periódicas para evitar novos problemas.

Indefinição. A USP só foi notificada na segunda-feira sobre a liminar concedida pela Justiça no dia 21, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que suspende as obras e as aulas na unidade por causa da contaminação por metano. A Procuradoria Jurídica da USP pretende recorrer.

O prazo de 30 dias para suspensão das aulas começou a valer na segunda-feira e, durante o recesso do MPE, do dia 20 até 6 de janeiro, a contagem é suspensa. Se a sentença for mantida, a USP tem até os últimos dias do mês que vem para encontrar novo local para as aulas.

Segundo informe da Superintendência de Espaço Físico da USP divulgado nesta semana, já foi aberta a licitação para executar a instalação dos dutos de extração de vapores do prédio do Ciclo Básico. A abertura dos envelopes é prevista para o dia 18. A falta de sistemas de extração em todos os edifícios era um dos questionamentos do MPE.



Tópicos: Usp leste

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