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Vaga em SP é disputada por carro, moto, bike...

Vias da já saturada capital viram 'campo de guerra' na busca por lugar para estacionar

20 de setembro de 2012 | 3h 03
BRUNO RIBEIRO, JULIANA DEODORO, LUÍSA MELO, ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

Enquanto se discute o incentivo à adoção de bicicletas, a acessibilidade da cidade e a saturação do trânsito, os paulistanos disputam no dia a dia os espaços nas ruas da capital. Carros, táxis, bicicletas e motocicletas querem, cada um, garantir seu lugar nas vias e nas vagas de estacionamento.

Em um trecho da Rua Eça de Queirós, há vaga de idoso, táxi e bicicletário - Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Em um trecho da Rua Eça de Queirós, há vaga de idoso, táxi e bicicletário

Na Rua Eça de Queirós, Vila Mariana, zona sul, por exemplo, em menos de 50 metros é possível encontrar ponto de táxi, vagas de idosos, espaço reservado para motocicletas e uma das estações do projeto Bike Sampa. "É muito cruel para a gente. Deveriam ter colocado uma coisa só por esquina. O que fizeram aqui foi para acabar com a rua", diz o taxista Josafá da Silva, de 45 anos, que usa o ponto no local.

Segundo ele, a situação da via, que tinha apenas vagas para carros, começou a mudar em janeiro. "Primeiro, veio a vaga de idoso, depois a moto e, por fim, a bicicleta." Nove táxis se revezam nas três vagas disponíveis no ponto e, quando estão todas preenchidas, os motoristas param nas áreas de Zona Azul. "Os marronzinhos passam direto por aqui, é preciso ficar esperto", alerta Silva.

Outro exemplo é nas Rua Jacques Félix, na Vila Nova Conceição, também na zona sul. Moradores reclamam que o bicicletário instalado ali, uma rua de mão única, se tornou um perigo para carros e motoristas. "Além disso, quem mora na rua não pode, por exemplo, fazer mudanças, porque não tem lugar para o caminhão parar", afirma o morador Fernando Morgado.

Em outro ponto da zona sul, dessa vez na Rua Leonardo Nardez, em Moema, a reclamação é que o bicicletário está na frente de um colégio. Pais que estacionavam ali para deixar os filhos agora param em fila dupla.

Para Leandro Valverdes, cicloativista e consultor do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), não se deve pensar em brigas por espaço entre os diferentes modais. "A prioridade deve ser o respeito à vida e não a rivalidade pelo espaço. Todos devem pensar no mais frágil."

Apesar disso, a busca por espaços influencia o dia a dia. O músico Marcelo Palma, de 44 anos, rodou por algum tempo antes de encontrar uma vaga para sua moto na Rua Eça de Queirós. "Parece mais simples estacionar moto, mas os poucos espaços que existem estão sempre lotados", reclama.

Motivos. Para o urbanista e professor da USP Cândido Malta, é necessário encontrar a convivência entres todos os usuários, mas não se pode pressupor que o espaço da rua seja usado só como estacionamento. "Na rua temos de privilegiar aqueles que não têm outra opção. É assim que caminhamos para uma cidade mais civilizada."

Embora seja consenso que é preciso diminuir o número de carros nas vias, para o engenheiro e mestre em Transportes pela USP Sergio Ejzenberg só o transporte de massa seria uma solução efetiva. "Não é um mar de bicicletas que vai resolver o problema de mobilidade em São Paulo. A única solução é o metrô, integrado com ônibus."

A Prefeitura disse, em nota, que a instalação dos bicicletários obedece a estudos prévios. O ponto na Eça de Queirós serve para ligar escolas, hospitais e comércio com o metrô. Os outros foram instalados para promover integração com o Parque do Ibirapuera. "O objetivo principal é atender à grande demanda de usuários identificada no local."




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