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Velocidade em vias de São Paulo vai cair para 50 km/h

Na lista de redução para 2013 estão a Avenida Angélica e a Rua Heitor Penteado; mortes já caíram 13% neste ano, segundo a CET

25 de outubro de 2012 | 3h 01
CAIO DO VALLE - O Estado de S.Paulo

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai continuar apostando na diminuição da velocidade máxima permitida aos veículos para tentar acabar com as mortes no trânsito de São Paulo. Em 2013, vias arteriais sem canteiro central, como a Avenida Angélica, na região central, e a maior parte da Rua Heitor Penteado, na zona oeste, deverão ter limite reduzido a 50 km/h - hoje, carros e motos podem rodar em trechos dessas vias a até 60 km/h.

Técnicos da Prefeitura avaliam que a alteração, já realizada em grandes avenidas, como a Paulista, ajudou a melhorar a taxa de mortalidade. De janeiro a agosto, 815 pessoas morreram nas ruas - 13% menos que no mesmo período de 2011.

Quem explica é Luiz de Carvalho Montans, gerente de Segurança no Trânsito da CET. "Hoje tem lugares (nessas vias) em que a velocidade é de 70 km/h e outros de 60 km/h. Queremos padronizar em 50 km/h."

A redução de velocidade começou pelas vias arteriais que têm pista dupla e são separadas por canteiro. Dois exemplos são as Avenidas Marquês de São Vicente, na zona oeste, e Aricanduva, na leste, onde o total permitido aos velocímetros caiu de 70 km/h para 60 km/h.

Para o professor de Engenharia de Tráfego Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI), essa medida colabora com a redução de acidentes. "A velocidade média na cidade já está menor do que a máxima permitida em várias horas do dia, por causa do trânsito carregado. Mas, quando diminuem os trechos onde a velocidade pode aumentar, diminuem os acidentes e, claro, os atropelamentos.", explica.

Estatísticas oficiais mostram que nos oito primeiros meses de 2012 morreram 363 pessoas a pé no Município, quantidade 13,3% menor do que as 419 vítimas do mesmo período do ano passado. A média mensal caiu de 52 mortes para 45.

Tragédia. Apesar da queda, o arquiteto Nilton Gurman, de 53 anos, ainda considera esses patamares elevados. Ele é tio do administrador Vitor Gurman, que morreu atropelado por um Land Rover na Vila Madalena em 2011, aos 24 anos de idade.

Gurman critica até o método atualmente usado para consolidar os dados oficiais de mortes no trânsito. "Veja que o meu sobrinho não faz parte dessa estatística porque ele morreu cinco dias depois de ser atropelado. O caso só seria considerado parte dessa estatística se ele tivesse morrido até 24 horas depois."

De acordo com a CET, em todo ano passado 1.365 pessoas foram mortas em acidentes de trânsito, oito mais do que em 2010. Neste ano, o mês que mais registrou acidentes fatais até agora foi julho, com 113 casos, conforme o levantamento da Prefeitura.




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