Venda de bilhetes e uso para turismo eram praxe
O escândalo da "farra das passagens" revelou no ano passado que deputados e senadores utilizaram os bilhetes aéreos para viagens pessoais, inclusive com familiares, além da descoberta de um esquema de venda da cota fora do Congresso. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), por exemplo, admitiu que repassou passagens para a própria filha. O deputado Fábio Faria (PMN-RN) deu seus bilhetes à então namorada Adriane Galisteu, segundo o site Congresso em Foco, que conseguiu a lista das passagens.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi acusado de usar a verba de passagem aérea para fretar jatinhos de maneira irregular. Numa ação conjunta, Câmara e Senado decidiram adotar novas regras para o uso dos bilhetes. Desde abril, apenas os senadores e assessores autorizados podem utilizar a cota de passagens. Cada parlamentar passou a ter direito a uma cota mensal de cinco bilhetes de ida e volta entre seu Estado de origem e Brasília.
Na Câmara, houve polêmica maior: uma sindicância foi aberta para apurar esquema de venda da cota para o público externo. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, chegou a ser vítima do esquema ao adquirir bilhete de uma agência de turismo que revendia, sem dar pistas, passagens pertencentes à Câmara. Até agora nenhum deputado foi punido. A sindicância menciona 45 funcionários da Casa supostamente ligados ao esquema.
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