França e Reino Unido pedem embargo e sanções contra Líbia na ONU
Conselho de Segurança se reúne às 17h; país pode ser investigado por violar direitos humanos
A França e o Reino Unido pediram às Nações Unidas que aprovem uma resolução que incluiria um embargo total à venda de armas e outras sanções contra a Líbia, bem como uma investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmou nesta sexta-feira a ministra das Relações Exteriores francesa, Michele Alliot-Marie.
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Segundo ela, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU a partir das 17h de Brasília para tratar da crise na Líbia.
A ministra francesa disse que não está excluída a hipótese de se criar uma zona de exclusão aérea, mas notou que a situação é complexa pois há vários
cidadãos estrangeiros querendo deixar o país. A zona de exclusão aérea pode ser imposta para evitar o aumento da violência, já que jatos líbios dispararam várias vezes contra multidões que protestavam contra o governante Muamar Kadafi.
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O CS da ONU tem 15 membros, sendo cinco deles permanentes e com direito a veto - EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França. Outros dez ocupam cadeiras temporárias, sem direito a veto. Atualmente, as vagas temporárias são de Brasil, Bósnia, Colômbia, Gabão, Alemanha, Índia, Líbano, Nigéria, Portugal e África do Sul.
Em outro órgão da entidade, o Conselho de Direitos Humanos, uma sessão foi aberta nesta manhã para debater a questão da Líbia. A expectativa é a de que os 47 membros do Conselho peçam a abertura de uma comissão de inquérito internacional independente para investigar as denúncias de violações de direitos humanos no país.
A resolução em discussão no conselho também recomenda que a Assembleia Geral da ONU, "tendo em vista as brutas e sistemáticas violações dos direitos humanos pelas autoridades da Líbia", suspenda o país do Conselho de Direitos Humanos, do qual o país faz parte.
A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou as matanças em massa por parte das forças líbias. Ela afirmou que milhares de pessoas podem ter sido mortas ou feridas na crescente violência contra as manifestações antigoverno, muitas delas alvejadas na cabeça ou peito.
"Em contínua e flagrante violação da lei internacional a repressão da Líbia a manifestações pacíficas está escalando de modo alarmante, havendo relatos de matanças em massa, prisões arbitrárias e tortura de pessoas que protestam", disse Pillay.
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