30 morrem em combate entre militantes e soldados na Somália
Insurgentes de grupo extremista ligado a Al-Qaeda pretendiam tomar Palácio Presidencial; 90 ficaram feridos
Ao menos 30 pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas nesta quarta-feira, 10, em combates entre militantes radicais islâmicos e combatentes do governo de transição na Somália.
Os enfrentamentos começaram de manhã quando militantes do grupo extremista Al Shabab, ligado a Al Qaeda, avançaram até áreas da capital, Mogadiscio, controladas pelo governo e ameaçaram irem até o Palácio Presidencial. Fontes disseram que os insurgentes chegaram a tomar posições das tropas oficiais, mas depois recuaram por causa da contraofensiva.
Segundo fontes oficiais, os soldados do governo obrigaram os insurgentes a se retirarem com a ajuda de tanques da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), que guarda o Palácio Presidencial.
Durante o combate, houveram fortes bombardeios e troca de tiros, e ao menos nove pessoas morreram quando um míssil caiu no Mercado Argentina, e outras dez devido a outro lançado no povoado de Suq Baad.
O chefe das Forças de Infantaria do Governo Transitório, general Ali Arrale Osoble, conhecido como "Gaama Dulle", disse à Efe que 20 membros do Al Shabab foram mortos, entre eles ao menos cinco estrangeiros.
"Entre os estrangeiros que matamos hoje estava um comandante Argelino de Al Shabab que era chamado de Abu Musab al Jazairi", disse Gamma Dulle.
O porta-voz do Al Shabab, Sheikh Ali Mohamud, disse à Efe que os insurgentes tinham a intenção de ir ao Palácio Presidencial e tomar a região antes que o governo inicie a ofensiva contra os grupos radicais que anunciou há semanas.
O presidente interino, Sharif Sheikh Ahmed, pediu ajuda a potências estrangeiras para esta ofensiva, e nesta quarta o governo dos Estados Unidos anunciou que apoiará o Executivo somaliano para expulsar os radicais islâmicos de Mogadiscio e restaurar a paz.
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