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Abbas afirma duvidar de acordo de paz com Israel neste ano

05 de setembro de 2008 | 16h 32
REUTERS

O presidente da Autoridade Palestina,

Mahmoud Abbas, disse nesta sexta-feira que duvida que um acordo

de paz com Israel possa ser firmado neste ano e fez um apelo

para que o próximo governo dos Estados Unidos continue as

negociações.

Lançadas no último mês de novembro com o objetivo de

estabelecer um acordo para a formação do Estado palestino antes

do fim do mandato do presidente norte-americano, George W.

Bush, em janeiro, as conversas de paz têm sido frustradas pela

violência e por disputas sobre a construção de assentamentos

judaicos.

"O que parece é que não conseguiremos chegar a um acordo

sobre as questões de Jerusalém, das fronteiras, dos refugiados,

e da água, até o final do ano", disse Abbas ao presidente

israelense Shimon Peres, segundo o gabinete de Peres informou

em nota.

"Mas estamos determinados para continuar as aceleradas

negociações diplomáticas simultaneamente com a mudança do

governo nos Estados Unidos", disse Abbas segundo a nota. Abbas

e Peres estiveram em uma conferência em Cernobbio, na Itália.

O negociador palestino Saeb Erekat, que está Cernobbio com

Abbas, disse à Reuters que autoridades ainda têm esperança de

que o acordo possa sair neste ano.

"Não excluímos a possibilidade de um acordo neste ano, mas

se não conseguirmos, iremos continuar a negociar de maneira

ininterrupta", disse Erekat.

Ehud Olmert deixou as conversas de paz no ostracismo depois

de anunciar que renunciaria ao cargo de primeiro ministro de

Israel depois que seu partido Kadima escohesse um novo líder, o

que acontecerá neste mês.

Mas Olmert continuará no cargo até que um novo governo seja

formado, um processo que pode levar meses.

Ambos os lados dizem que houve progresso nas negociações.

De acordo com uma proposta recente de Olmert, Israel daria

aos palestinos aproximadamente 92,7 por cento da Cisjordânia

ocupada mais a totalidade da Faixa de Gaza, de acordo com

autoridades palestinas e ocidentais informadas sobre as

negociações.

Em troca, Olmert propôs uma troca de terras de 5,3 por

cento, o que daria aos palestinos um território deserto

adjacente à Faixa de Gaza.

Mas a proposta de Olmert não ofereceu soluções para as

diferentes reivindicações na cidade sagrada de Jerusalém, e

seria implementada apenas se Abbas restabelecesse o controle da

Faixa de Gaza, tomada pelo Hamas há um ano.

Abbas recusou nos últimos dias qualquer acordo parcial com

Israel.



Tópicos: ORMED, ABBAS, ACORDO,