Ação militar da Rússia é 'completamente inaceitável', diz Bush
Presidente americano reunirá seu conselho de segurança no sábado para discutir a crise no Cáucaso
O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta sexta-feira, 15, que a ação militar da Rússia contra a Geórgia é "completamente inaceitável", e que Moscou precisa colocar um fim na crise. "O mundo tem assistido com temor a Rússia invadindo um Estado vizinho soberano e ameaçando um governo democrático eleito pelo povo", disse o líder americano, em seu discurso de rádio semanal de sábado, que foi divulgado nesta sexta. "Este ato é completamente inaceitável para a liberdade das nações do mundo", completou. Veja também: Rússia irá assinar cessar-fogo e retirar tropas, diz Sarkozy Geórgia assina trégua; EUA pedem força neutra Rússia: escudo agrava relações com os EUA Ouça o relato de Lourival Sant'Anna Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia Godoy e Cristiano Dias comentam conflito Entenda o conflito separatista na Geórgia Cronologia dos conflitos na Geórgia Bush, que passa alguns dias de férias em seu rancho de Crawford, no Texas, reunirá no sábado o Conselho de Segurança Nacional para abordar o conflito no Cáucaso. Na reunião terá um papel de destaque a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que estará de volta de sua viagem de dois dias à França e à Geórgia, onde promoveu a assinatura de um cessar-fogo. Está previsto que Rice voe ao Texas para participar pessoalmente da reunião com Bush, enquanto outros membros do Conselho, como o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, assistirão ao encontro através de videoconferência. Após a reunião, o chefe de Estado americano fará uma declaração oficial, informou nesta sexta-feira o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe. O presidente americano foi informado da evolução do conflito desde seu início, na semana passada, e teve contato constante com as autoridades georgianas, os países do Grupo dos Sete (G7, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Japão e Canadá) e os líderes de outras nações, como Polônia, Estônia e Lituânia. Bush já fez outras declarações públicas sobre o confronto, sempre condenando energicamente os ataques da Rússia apoiando a integridade territorial e a soberania da Geórgia. Washington advertiu Moscou de que suas ações bélicas terão conseqüências para a relação bilateral e multilateral, apesar de ter afirmado que a primeira preocupação do país era conseguir o cessar-fogo. Depois, "haverá tempo e espaço para abordar as repercussões" dos ataques russos à Geórgia, disse Johndroe.
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