Advogado de americanos detidos no Haiti deixa o caso
Grupo de missionários presos na fronteira é acusado de sequestrar crianças e formação de quadrilha
O advogado haitiano que representava os dez americanos acusados de sequestro por tentar levar 33 crianças do Haiti para a República Dominicana se desvinculou do caso, conforme informou o canal de notícias CNN na noite do domingo, 7.

Edwin Coq disse que não seria mais o representante dos americanos. Não ficou esclarecido se já havia um substituto. O advogado disse que tentou libertar os americanos, mas estava ciente dos problemas legais envolvendo o grupo. Coq disse ter sido contratado pelo marido de uma das americanas detidas em Porto Príncipe.
Os dez missionários, incluindo Laura Silsby, líder do grupo, foram formalmente acusados na quinta-feira por sequestro e formação de quadrilha. Coq disse que audiências estavam marcadas para esta segunda e para a terça-feira. Se condenados por sequestro, poderiam ser sentenciados à prisão perpétua; já formação de quadrilha implica em uma pena de três a nove anos.
Os americanos foram detidos há uma semana quando tentaram levar 33 crianças do Haiti para a República Dominicana sem a documentação necessária. Eles alegam que levariam as crianças para um hotel e, posteriormente, construiriam um orfanato para abrigá-las. Segundo o grupo, o objetivo era ajudar as crianças a deixar o Haiti, que foi atingido por um terremoto no dia 12 de junho que devastou o país.
Alguns dos americanos detidos disseram pensar que estavam ajudando órfãos, mas os intérpretes do grupo disseram à CNN na semana passada que algumas crianças foram deliberadamente entregues por seus pais ao grupo, que prometia uma vida melhor. Os pais também receberam a garantia de que poderiam ver seus filhos quando quisessem.
O cônsul dominicano disse ter alertado os americanos de que não seria possível atravessar a fronteira sem os documentos necessários. Segundo o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, o caso será encerrado em três meses e deverá ser decidido pro júri popular.
O premiê também disse que o caso pode ir para uma corte nos EUA, mas informou que para isso, o pedido deve vir do governo americano. "Até agora, porém, não recebi nenhum pedido", finalizou.
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 03 Governo já discute redução de superávit ...
- 04 Montadoras fazem feirões para baixar ...
- 05 Assessor da Comissão da Verdade defende ...
- 06 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 07 Para ruralistas, veto ao Código Florestal ...
- 08 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 Cliente não entende desconto e mercado para
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados







Blog: Gustavo Chacra, de Porto Príncipe

