Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Ahmadinejad volta a afirmar que Holocausto é um 'mito'

No dia anual de protestos a favor dos palestinos, presidente iraniano volta a atacar Israel

18 de setembro de 2009 | 8h 40

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, elevou novamente o tom da sua retórica contra Israel nesta sexta-feira, 18, ao dizer que o Holocausto é um "mito". Segundo ele, o mundo inteiro tem a "obrigação" de assumir sua responsabilidade frente a Israel para garantir a paz global. 

Ahmadinejad fez um discurso na Universidade de Teerã - Reuters
Reuters
Ahmadinejad fez um discurso na Universidade de Teerã

Veja também:

Polícia enfrenta opositores no Irã; líderes são agredidos

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

Ahmadinejad fez estas declarações, enquanto dezenas de milhares de opositores a seu regime aproveitavam a manifestação anual em solidariedade aos palestinos para protestar pelas ruas de Teerã, ato que foi duramente reprimido. O presidente iraniano pediu às nações do mundo, e em particular às da região, a se levantar contra Israel, porque sua simples existência as "coloca em perigo", e disse que conter o Estado judeu é um "princípio humanitário".

"O pretexto para a criação do regime sionista é falso. Trata-se de uma mentira baseada em uma alegação improvável e mítica", disse ele em sermão na Universidade de Teerã, encerrando a celebração anual do "Dia de Qods (Jerusalém)", uma data marcada pelos ataques verbais a Israel. "Confrontar o regime sionista é um dever nacional e religioso", acrescentou.

Declarações de Ahmadinejad negando o Holocausto já provocaram indignação internacional anteriormente, levando a um maior isolamento do Irã, que já sofre sanções por causa do seu programa nuclear.  Ahmadinejad alertou os governos árabes a não se aproximarem de Israel. "Este regime (israelense) não vai durar muito. Não amarrem seu destino a ele (...). Esse regime não tem futuro. Sua vida chegou ao fim", disse ele no discurso transmitido ao vivo pela rádio estatal. "O regime sionista é um símbolo de mentiras e decepção, que se baseia em atitudes colonialistas", acrescentou.

Enquanto Ahmadinejad fazia seu discurso, a Polícia antidistúrbio iraniana, com apoio de milicianos islâmicos Basij, reprimia duramente a manifestação dos opositores, que acabaram em enfrentamentos com gás lacrimogêneo, pedras e garrafas no centro de Teerã. Vários dirigentes reformistas foram agredidos por partidários de Ahmadinejad, incluindo o ex-presidente iraniano Mohamad Khatami. Segundo a agência estatal iraniana Irna, o veículo onde viajava o líder opositor Mir Hossein Mousavi foi atingido por pedras e outros objetos contundentes lançados pelos partidários de Ahmadinejad.