Americanos detidos no Haiti têm nova equipe de advogados
Segundo um dos defensores, grupo tinha autorização dos pais e documentos para viajar com as crianças
Um dos três novos advogados dos americanos presos no Haiti, Aviol Fluerant, disse nesta segunda-feira, 8, que o grupo tinha autorização para levar as 33 crianças para fora do país.

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Advogado de americanos detidos no Haiti deixa o caso
Fluerant disse a repórteres que os pais entregaram as crianças aos missionários, e acrescentou que o grupo tinha documentos que autorizaram os menores a cruzar a fronteira com a República Dominicana. O advogado, contudo, não revelou quem havia concedido a autorização.
Outro advogado do grupo, Jean René Tessier, declarou à imprensa que não há referências sobre a falta de documentos que levou o grupo de americanos a ser acusado de tráfico de crianças e formação de quadrilha, crimes os quais seus clientes não cometeram, segundo Tessier.
A líder do grupo, Laura Silsby, foi ouvida nesta segunda pelo juiz que cuida do caso, o qual ouvirá os
O juiz tem dois meses para analisar o caso, e depois mais três para emitir seu veredicto, segundo a nova equipe de defensores. O advogado que representava os americanos, Edwin Coq, foi demitido nesta segunda. Nesta segunda, o magistrado não tomou nenhuma decisão com base no depoimento de Laura, o que mantêm os dez missionários detidos.
Os americanos foram detidos há uma semana quando tentaram levar 33 crianças do Haiti para a República Dominicana sem a documentação necessária. Eles alegam que levariam as crianças para um hotel e, posteriormente, construiriam um orfanato para abrigá-las. Segundo o grupo, o objetivo era ajudar as crianças a deixar o Haiti, que foi atingido por um terremoto no dia 12 de junho que devastou o país.
Alguns dos americanos detidos disseram pensar que estavam ajudando órfãos, mas os intérpretes do grupo disseram à CNN na semana passada que algumas crianças foram deliberadamente entregues por seus pais ao grupo, que prometia uma vida melhor. Os pais também receberam a garantia de que poderiam ver seus filhos quando quisessem.
O cônsul dominicano disse ter alertado os americanos de que não seria possível atravessar a fronteira sem os documentos necessários. Segundo o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, o caso será encerrado em três meses e deverá ser decidido pro júri popular.
O premiê também disse que o caso pode ir para uma corte nos EUA, mas informou que para isso, o pedido deve vir do governo americano. "Até agora, porém, não recebi nenhum pedido", finalizou.
Notícia atualizada às 20h30 para acréscimo de informações
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