Amorim: Lula deve ter feito autocrítica sobre greve de fome
Ministro defende declarações do presidente que comparam presos políticos cubanos com presos comuns
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta quarta-feira, 10, pouco as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a polêmica em torno dos dissidentes políticos de Cuba. Ontem, em entrevista a Associated Press, Lula defendeu a Justiça cubana, comparou dissidentes a presos comuns e condenou a greve de fome como recurso para libertar presos políticos. Amorim se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle.
Veja também:
Prisões desumanas levam a greve de fome
Perfil: Farinas, um filho da revolução cubana
O 'pedreiro radical' que desafiou o regime cubano
Edmundo Leite: As 'insanidades' de Lula
Marcos Guterman: Lula enxovalha sua biografia
"Não posso interpretar o presidente Lula", mas acho que nas palavras dele - que teve experiência de ter feito uma greve de fome e que exerceu autocrítica sobre isso - estava exprimindo apenas algo sobre a greve de fome". Em entrevista à Associated Press, o presidente Lula comparou preso político em Cuba aos bandidos presos em São Paulo.
Amorim afirmou que os Estados Unidos, na sua avaliação, seriam o poder para provocar grandes mudanças em Cuba. "Se alguém está interessado em uma evolução política em Cuba, eu tenho uma receita muito rápida: acabe com o embargo. Isso tudo vai trazer grandes mudanças", disse.
O chanceler argumentou que o Brasil está "muito envolvido na melhoria de vida dos cubanos" ao estimular investimentos brasileiros, o comércio bilateral e a realização de obras de infraestrutura. "Nós achamos que essas mudanças vão acabar trazendo outras mudanças também".
Questionado sobre o apelo de dissidentes cubanos para que o governo brasileiro os apoiasse, Amorim foi lacônico: "tem muita gente que quer o apoio do governo brasileiro. Uma coisa é defender a democracia, os direitos humanos e o direito de falar. Outra coisa é dar apoio a tudo quanto é dissidente do mundo. Isso não é (nosso) papel".
O chanceler argumentou que há outras formas de se falar com Cuba discretamente sobre envolvendo a questão política cubana. Conforme alegou, as condenações habituais não têm nenhum efeito prático. "A gente quer ajudar para que haja progresso material e desenvolvimento e melhores condições para o povo cubano. Essas condições melhores trarão naturalmente melhora em aspectos políticos de Cuba".
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 03 Governo já discute redução de superávit ...
- 04 Montadoras fazem feirões para baixar ...
- 05 Assessor da Comissão da Verdade defende ...
- 06 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 07 Para ruralistas, veto ao Código Florestal ...
- 08 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 Cliente não entende desconto e mercado para
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados








