_Outras Regiões
terça-feira, 13 de janeiro de 2009, 13:13 | Online
Anistia Internacional denuncia tortura no sul da Tailândia
ED CRO - REUTERS
LEY - A polícia e o Exército tailandeses tem como costume torturar supostos insurgentes islâmicos no extremo sul do país, utilizando métodos como o espancamento, choques elétricos e simulação de sufocação, informou a Anistia Internacional na terça-feira.
Ao menos quatro pessoas morreram vítimas de tortura no sul do país, região que abriga províncias de maioria muçulmana e foi palco de uma rebelião separatista que durou cinco anos e deixou 3.500 pessoas mortas, afirmou um relatório do grupo com sede em Londres.
"Os insurgentes no sul da Tailândia foram responsáveis por atos brutais, mas nada justifica o uso da tortura pelas forças de segurança", disse Donna Guest, vice-diretora da Anistia Internacional para a Ásia.
"A tortura é absolutamente ilegal e, como a situação no sul da Tailândia comprova, aliena a população local", acrescentou.
O grupo disse que o governo e os chefes das Forças Armadas em Bangcoc já lançaram diversas medidas antitortura, mas o abuso continua "difundido e frequente o bastante para ser classificado como obra de poucos subordinados problemáticos, em instâncias isoladas".
O Ministério das Relações Exteriores informou que havia acabado de receber o relatório da Anistia Internacional, portanto não o havia analisado de maneira aprofundada.
"Se houver quaisquer incidentes questionáveis, vamos nos consultar com as agências responsáveis para analisar a questão", disse o porta-voz Thani Thongpajkdi.
O relatório detalha os casos de 34 muçulmanos detidos pela polícia e pelo Exército na região, de março de 2007 a maio de 2008. Uma das vítimas relatou ter sido coberta de carvão até o pescoço, enquanto outra foi obrigada a enfiar seu rosto no esgoto antes de ter um saco plástico colocado em sua cabeça.
Ao menos quatro pessoas morreram vítimas de tortura no sul do país, região que abriga províncias de maioria muçulmana e foi palco de uma rebelião separatista que durou cinco anos e deixou 3.500 pessoas mortas, afirmou um relatório do grupo com sede em Londres.
"Os insurgentes no sul da Tailândia foram responsáveis por atos brutais, mas nada justifica o uso da tortura pelas forças de segurança", disse Donna Guest, vice-diretora da Anistia Internacional para a Ásia.
"A tortura é absolutamente ilegal e, como a situação no sul da Tailândia comprova, aliena a população local", acrescentou.
O grupo disse que o governo e os chefes das Forças Armadas em Bangcoc já lançaram diversas medidas antitortura, mas o abuso continua "difundido e frequente o bastante para ser classificado como obra de poucos subordinados problemáticos, em instâncias isoladas".
O Ministério das Relações Exteriores informou que havia acabado de receber o relatório da Anistia Internacional, portanto não o havia analisado de maneira aprofundada.
"Se houver quaisquer incidentes questionáveis, vamos nos consultar com as agências responsáveis para analisar a questão", disse o porta-voz Thani Thongpajkdi.
O relatório detalha os casos de 34 muçulmanos detidos pela polícia e pelo Exército na região, de março de 2007 a maio de 2008. Uma das vítimas relatou ter sido coberta de carvão até o pescoço, enquanto outra foi obrigada a enfiar seu rosto no esgoto antes de ter um saco plástico colocado em sua cabeça.
Tags:
TAILANDIA,
TORTURA*
O que são TAGS?