ANP não deve ceder sobre Jerusalém em negociações, diz Hamas
Chefe do partido diz que negociadores que abrirem mão da cidade 'não representam os palestinos'
GAZA - Os negociadores palestinos não devem ceder sua posição em relação a Jerusalém ou a qualquer outra faixa territorial controlado pelos palestinos, disse o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, sobre as negociações diretas de paz que a liderança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) manterá com Israel a partir do próximo dia 2. As informações são do jornal israelense Ha'aretz.
Veja também:
CHACRA: A eterna discussão sobre a cidade sagrada
Enquete: Qual a melhor solução para o conflito?
Linha do tempo: Idas e vindas das negociações de paz
Da Faixa de Gaza, Haniyeh disse que "qualquer negociador que desistir de Jerusalém não representa os palestinos" e acrescentou que "nenhum palestinos em todo o mundo apoiará ações que mantenham negociações absurdas com Israel".
"A ocupação não conseguiu acabar com a vontade do povo palestino, mesmo aumentando os ataques e as mortes, mesmo torturando prisioneiros ou isolando o povo do movimento da resistência. Israel está tentando atingir seus objetivos de várias maneiras, e agora tenta a negociação", disse Haniyeh.
O status de Jerusalém, porém, é considerado um dos pontos cruciais nas negociações. A cidade é considerada sagrada por ambos os lados e a parte oriental, ocupada por Israel, é reclamada pelos palestinos como a capital de seu futuro Estado.
Na segunda, Haniyeh havia dito que os palestinos não ganharão nada com as conversas diretas. Ele disse que a reunião entre Abbas e Netanyahu não restaurarão os direitos dos palestinos ou darão a eles o controle de locais religiosos e pediu que seu povo acreditasse em Deus.
As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.
A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.
Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
- 02 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 03 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 04 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 05 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 06 Presidente do PT critica privatizações ...
- 07 Evangélicos da base aliada protestam contra ...
- 08 Para tucano, privatizações de aeroportos ...
- 09 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
- 10 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados








