Após golpe, OEA avalia neste sábado se suspende Honduras
Na quarta, organização deu 72 horas para que o presidente José Manuel Zelaya fosse restituído ao cargo
A Organização dos Estados Americanos (OEA) vai decidir neste sábado, 4, se suspende Honduras do órgão internacional. A discussão acontece um dia depois da Suprema Corte de Honduras rejeitar o ultimato dado ao novo governo pela OEA. A organização pedia a restituição do presidente José Manuel Zelaya. O porta-voz da Corte Danilo Izaguirre afirmou que o secretário-geral do órgão, José Miguel Insulza, que chegou nesta sexta ao país, pediu ao presidente da Corte que repusesse Zelaya no poder, mas o pedido foi negado.
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Na quarta-feira, a organização deu um prazo de 72 horas para que o presidente deposto fosse restituído, caso contrário o país seria expulso da OEA. A decisão de não restituir Zelaya ao poder implica no não reconhecimento da aplicação das normas da OEA, explicou o ex-chanceler Guillermo Pérez Cadalso.
A saída de Honduras da OEA vai aumentar o isolamento diplomático do país, que se encontra em uma crise política que parece não ter saída após as tentativas do secretário-geral da OEA, Jose Miguel Insulza para que Zelaya volte ao poder.
"A ruptura da ordem constitucional continua e os que tomaram o poder, por ora, não tem nenhuma intenção de reverter a situação", afirmou Insulza na sexta-feira. O líder da OEA teve encontros com representantes da justiça, da igreja e de organizações civis hondurenhas na sexta-feira.
"É melhor pagar este preço do que viver de maneira indigna e baixar a cabeça frente a exigências externas que, neste momento, estão nos interpretando mal", afirmou o presidente interino, Roberto Micheletti, pouco depois da visita de Insulza.
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