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Após prender rival, presidente do Sri Lanka dissolve Congresso

Eleições legislativas estavam programadas para abril; oposição investigava denúncia de fraude eleitoral no país

09 de fevereiro de 2010 | 16h 48
estadao.com.br

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, reeleito no último dia 26, dissolveu o Parlamento nesta terça-feira, 9. Os deputados tinham mandato até abril, mas a decisão permite ao partido do presidente antecipar as eleições legislativas. 

Cingalês lê notícia sobre prisão de Fonseka - Dinuka_Liyanawatte/Reuters
Dinuka_Liyanawatte/Reuters
Cingalês lê notícia sobre prisão de Fonseka

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" A Comissão Eleitoral deve determinar as datas das eleições", disse o porta-voz da presidência, Lucien Rajakarunanayake.

A dissolução acontece no dia seguinte à prisão do candidato derrotado na eleição, o general Sarath  Fonseka.  O governo anunciou hoje que ele será julgado por uma corte marcial.

Antes de ser preso, o candidato acusou o governo de prender 50 de seus partidários, que reuniam provas contra uma suposta fraude na eleição.

Fonseka, que em maio de 2009, o general levou o Exército a uma vitória decisiva contra rebeldes separatistas da etnia tâmil, havia anunciado ainda que pretendia entrar na Justiça contra o resultado da eleição.

A oposição convocou protestos por todo o país contra a prisão de Fonseka. A esposa do general, Anoma Fonseka, disse que ele não teve mais contato com a família e com os amigos e está sendo mantido em um lugar secreto. O governo nega as afirmações.

Alguns analistas dizem que a prisão de Fonseka, que ocorre antes das eleições parlamentares do Sri Lanka, tem o objetivo de prevenir que o candidato derrotado participe do pleito e fortaleça a oposição.

A Aliança para a Liberdade, partido do governo, detinha maioria no Congresso após 20 deputados da oposição mudarem de legenda.



Tópicos: Sri Lanka