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Argélia: islamitas fazem 41 reféns em campo de gás

16 de janeiro de 2013 | 14h 49
AE - Agência Estado

ARGEL - Extremistas islâmicos desfecharam nesta quarta-feira, 16, um ataque contra o campo de gás natural de Ain Amenas, no sul da Argélia, e estão mantendo 41 reféns estrangeiros, incluídos sete norte-americanos, declarou um porta-voz dos militantes a dois websites de notícias da Mauritânia.

Mais cedo, foi informado que os extremistas vinham do Mali, mas não está clara a nacionalidade dos agressores. A petrolífera britânica British Petroleum (BP) confirmou que extremistas ainda ocupam o campo de Ain Amenas. Pelo menos um cidadão britânico foi morto no ataque. Um outro estrangeiro também teria sido, além de um guarda argelino.

"Quarenta e um ocidentais, incluídos cidadãos franceses, britânicos e japoneses, além de sete norte-americanos, foram feitos reféns", disse um porta voz dos islamitas à Agência de Notícias da Mauritânia e à Saara Media. O campo fica 1.300 quilômetros ao sul da capital Argel, em pleno deserto. Tropas argelinas estão cercando o local.

Um britânico estava entre os dois estrangeiros mortos nesta quarta-feira, em uma ação contra um ônibus que transportava engenheiros perto do campo de gás natural, reportou a mídia estatal argelina. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas no ataque. Mais cedo, o governo argelino havia comunicado que outro estrangeiro foi morto no atentado, informa a agência France Presse (AFP).

"Uma segunda pessoa, um cidadão britânico, morreu no ataque terrorista conduzido na manhã de quarta-feira em Tigantourine", informou a agência APS, ao citar funcionários locais no Saara. O Escritório do Exterior, a chancelaria britânica, não confirmou que um britânico foi morto no incidente, que aconteceu perto do campo de Ain Amenas, a 60 quilômetros com a fronteira com a Líbia. O campo de gás natural é operado pela British Petroleum (BP), pela estatal argelina Sonatrach e pela norueguesa Statoil. A empresa japonesa JGC Corp presta serviços ao campo. A agência estatal de notícias da Argélia disse que um guarda foi morto durante o ataque e sete outros ficaram feridos, incluindo dois estrangeiros.

As informações são da Dow Jones.






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