Argentina leva caso das Ilhas Malvinas à ONU
Governo de Buenos Aires apresentou queixa contra a Grã-Bretanha por 'militarizar o Atlântico Sul'
NOVA YORK - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, se disse esperançoso de que a Argentina e a Grã-Bretanha possam evitar a escalada das tensões em torno da disputa das Ilhas Malvinas (chamadas de Falkland pelos britânicos) após uma reunião com o chanceler argentino, Hector Timerman, nesta sexta-feira, 10.

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Ban expressou "preocupação com as crescentes trocas de ameaças" entre os dois governos e afirmou que a ONU está disposta a mediar a disputa, se assim for solicitado, de acordo com um texto divulgado pelo gabinete do secretário-geral.
Timerman, após deixar o encontro, afirmou que foi às Nações Unidas "para apresentar uma denúncia contra a Grã-Bretanha pela militarização do Atlântico Sul". Ele disse ter entregue a Ban uma cópia do protesto, que também encaminhará ao Conselho de Segurança.
A Argentina e a Grã-Bretanha entraram em uma guerra pelas ilhas em 1982, e as tensões entre os dois países aumentaram nas últimas semanas em torno do status do arquipélago do sul do Oceano Atlântico. As ilhas, atualmente sob controle britânico, são reclamadas pela Argentina também.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, havia dito que seu país apresentaria uma queixa formal ao Conselho de Segurança da ONU afirmando que os britânicos criou um sério risco à segurança da região ao enviar um de seus navios de guerra mais modernos às Malvinas. Londres, por sua vez, disse que rejeita negociações sobre a soberania do arquipélago, a não ser que seus habitantes assim o desejem.
Timerman ainda se encontrará com o embaixador do Togo, Kodjo Menan, que é o atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, e com o embaixador de Cuba, Pedro Nunez Mosquera, que chefia o Comitê de Descolonização. Ele fará um pronunciamento em breve, pouco antes do embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant.
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