Ataques do Exército matam ao menos 17 na Síria, dizem ativistas
Forças Armadas bombardeiam Homs, onde cerca de 200 pessoas morreram no fim de semana
CAIRO - O Exército da Síria bombardeou intensamente a cidade de Homs nesta segunda-feira, 6, deixando pelo menos 17 pessoas mortas na cidade, localizada no centro do país, informou a Comissão Geral da Revolução Síria. Homs é um dos centros da revolução contra o regime do presidente Bashar Assad.

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O grupo opositor destacou que as Forças Armadas estão atacando os bairros de Bab Amro, Al-Bayada, Jalidiya e Al-Waer com artilharia e bombas. Por enquanto, Bab Amro é o bairro mais afetado com pelo menos sete mortos pelo bombardeio, que atingiu um hospital de campanha. Ali, chegaram reforços militares com 50 blindados do Exército e 50 veículos de outros tipos. A Comissão ressaltou que a ofensiva é tão forte que é ouvido em aldeias próximas.
Dentro da cidade, nas mesquitas, são divulgados apelos para que os cidadãos abandonem os andares mais altos das casas, acrescentou a fonte. Outro grupo de ativistas afirmou que o número de mortos pode ser de até 50 somente nesta segunda.
No sábado, cerca de 200 pessoas morreram em Homs, o maior número de mortos em um dia já registrado desde o início das revoltas, de acordo com grupos de direitos humanos. Os números, porém, não podem ser confirmados, já que o regime sírio proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros no país e mantém a mídia sob estrito controle.
O governo nega os ataques contra Homs, mas disse que "grupos de terroristas armados" investem contra civis e a polícia em vários bairros. A agência estatal informou que três soldados do Exército morreram baleados por atiradores e outros foram capturados em uma região perto da fronteira com a Turquia.
Homs, a que muitos se referem como "a capital da revolução síria", se tornou um dos principais focos de ataques do governo durante os 11 meses de revolta contra Assad. Muitas áreas da cidade estão sob controle da oposição, que passou a se organizar junto de desertores militares para combater as tropas do regime. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 5 mil pessoas morreram até agora.
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