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Ativista que ajudou em tremor na China pega 3 anos de prisão

Dissidente, que auxiliou pais que perderam filhos na tragédia, foi condenado por possuir segredos de Estado

23 de novembro de 2009 | 8h 12

Um tribunal chinês condenou a três anos de prisão Huang Qi, ativista que ajudou os pais que perderam seus filhos no terremoto no desabamento em massa de escolas em Sichuan, em maio de 2008.

O Tribunal do Distrito de Wuhou, na cidade sudoeste de Chengdu, o considerou culpado de "possuir ilegalmente segredos de Estado", segundo um comunicado divulgado pela Anistia Internacional (AI).

A organização pró direitos humanos denunciou que policiais tomaram o tribunal e impediram o acesso a pessoas que apoiavam o acusado. Só permitiram que a mulher e a mãe de Huang acompanhassem o julgamento.

Perante a inesperada leitura do veredicto, nem os advogados de Huang, cujo escritório fica em Pequim, tiveram tempo de participar do ato, embora já tenham anunciado que apelarão da sentença.

Diferentes associações alertaram há semanas de irregularidades no julgamento deste dissidente, detido após conceder entrevistas a jornalistas estrangeiros sobre os protestos das famílias dos estudantes que morreram no desabamento de suas escolas no terremoto do 12 de maio, que causou mais de 87 mil mortos e desaparecidos.

Tópicos: China

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