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Austrália adota sanções financeiras contra Junta de Mianmá

Primeiro-ministro australiano pedirá que outros países utilizem sua influência para pressionar regime militar

27 de setembro de 2007 | 6h 03
Efe

O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, anunciou nesta quinta-feira, 27, sanções financeiras contra os membros da Junta Militar de Mianmá, onde as forças de segurança mataram seis manifestantes que pediam democracia, feriram 100 e detiveram mais de mil, entre eles 800 monges budistas.

 

Howard não detalhou quais serão as sanções, que deverão porém incluir o congelamento de transferências bancárias. Ele acrescentou que pedirá à China, Índia e outros países do Sudeste Asiático que utilizem sua influência para pressionar o regime militar e evitar o agravamento da situação.

 

Os embaixadores australianos na região "apresentarão pedidos aos governos para que utilizem sua influência sobre o regime birmanês, recomendando uma reforma genuína", disse Howard num comunicado.

 

Os australianos demonstraram seu apoio às mobilizações democráticas birmanesas. A Coalizão Australiana pela Democracia em Mianmá tem promovido várias manifestações em todo o país desde sexta-feira.

 

Os manifestantes pedem que a Austrália tome ações mais firmes contra o regime militar e suspenda o acordo pelo qual a Polícia Federal Australiana treina as forças de segurança de Mianmá.

 

O governo de Cingapura pediu nesta quinta-feira, 27, que a Junta Militar não use da força contra as manifestações dos monges budistas. Além disso, defendeu a entrada no país ao enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari.

 

Cingapura é um dos maiores investidores em Mianmá, e seu governo "está muito preocupado com as informações de que os protestos em Rangun estão sendo reprimidos pela força".

 

"Pedimos às autoridades de Mianmá que exerçam o maior grau de contenção possível", disse um comunicado do Ministério de Relações Exteriores cingapuriano.

 

O governo de Cingapura pediu ainda à Junta Militar birmanesa que dê seu sinal verde à chegada de Gambari, para buscar uma solução pacífica.



Tópicos: Mianmá, Protesto, Monges