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Autoridade eleitoral acusa Chávez de interferir em campanhas

Segundo reitor do CNE, presidente denegre oposição e promove candidatos governistas

02 de setembro de 2010 | 20h 11
AP

CARACAS- Um reitor do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) acusou nesta quinta-feira, 2, o presidente Hugo Chávez de denegrir candidatos oposicionistas e promover governistas para as eleições legislativas, o que o governante desmentiu após advertir que poderia tomar ações contra o funcionário.

Chávez negou acusações de funcionário - Palácio de Miraflores/Reuters
Palácio de Miraflores/Reuters
Chávez negou acusações de funcionário

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Vicente Díaz, um dos cinco membros del poder eleitoral, disse que está "claro na normativa eleitoral que dentro de sua atribuição como chefe de Estado, ou como governador ou prefeito, não podem promover candidaturas".

Díaz exibiu uma série de vídeos que mostram Chávez dizendo que vai "demolir" os candidatos de oposição e nos quais são convidados candidatos chavistas para as eleições de 26 de setembro.

"Temos que investigar porque uma pessoa denigre outros candidatos (...) por meio do uso dos meios do Estado e exercendo o cargo de Presidente da República", disse o reitor, o único dos membros do conselho simpatizante da oposição.

Horas depois, em um longo discurso transmitido por rádio e televisão, o governante rechaçou as acusações de Díaz. "Estão me acusando de violar a lei (...), eu me reservo as ações que posso tomar contra este reitor, e o faço um chamado para que ocupe seu lugar, que eu ocupo o meu", disse Chávez.

"Eu sou um líder político. Se ele, que sabemos que é da oposição, quer aparecer como um líder da oposição, então que vá e se meta na mesa dos esquálidos, porque eu sei que ele está cumprindo ordens dos esquálidos (a oposição)", acrescentou.

Díaz fez a denúncia em uma coletiva de imprensa, argumentando que no passado seus alertas foram ignorados no diretório da CNE, controlado por funcionários próximos a Chávez.

Os partidos oficialistas, liderados pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, de Chávez, atualmente têm uma maioria dominante nas 167 cadeiras da assembleia, em grande parte porque os principais partidos de oposição boicotaram as eleições parlamentares de 2005.