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Autoridades encontram 180 imigrantes sem documentos no México

Centro-americanos foram interceptados em quatro operações; 10 menores estão no grupo

06 de setembro de 2010 | 19h 40
Efe

CIDADE DO MÉXICO- A Polícia Federal mexicana encontrou 180 imigrantes da América Central sem documentos que tentavam chegar aos Estados Unidos em quatro ações distintas, realizadas em separado desde 28 de agosto e 5 de setembro, informou nesta segunda-feira, 6, a Secretaria de Segurança Pública.

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Ontem, 80 centro-americanos foram resgatados pelas autoridades a bordo de um trailer acoplado a um veículo em uma estrada na altura do município de Nanchital, no estado de Veracruz.

Deste grupo, 52 dos imigrantes eram guatemaltecos, 18 hondurenhos e 10 salvadorenhos, entre os quais viajavam seis menores, cuja nacionalidade não foi revelada pela SSP. Um homem de 32 anos foi detido na operação.

No estado de Sonora, no norte do país, 21 indocumentados guatemaltecos foram interceptados quando viajavam em um ônibus em 28 de agosto. Entre eles havia um menor.

Em 30 de agosto, no estado de Hidalgo, a Polícia Federal encontrou 79 imigrantes sem documentos na cidade de Tepeapulco, entre os quais havia três menores. A polícia acredita que eles sejam nicaraguenses, salvadorenhos, hondurenhos e guatemaltecos, o que deve ser comprovado pelo Instituto Nacional de Migração (INM).

Todos os imigrantes encontrados estão a disposição do órgão, que se encarregará de repatriá-los.

O anúncio dessas operações acontece depois do assassinato de 72 imigrantes em um rancho de San Fernando, no estado de Tamaulipas, no fim de agosto. Até agora, somente 12 cadáveres hondurenhos foram plenamente identificados e entregues a seus familiares.

As vítimas procediam de cinco países: Brasil, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras.

A polícia acredita que os imigrantes foram mortos por traficantes do cartel Los Zetas após se negarem a trabalhar como matadores de aluguel para os criminosos. As únicas testemunhas do crime são o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que entrou em contato com as autoridades, e um hondurenho sob proteção policial que colabora com as investigações no México.

Lala, no entanto, afirmou à imprensa oficial de seu país que viajava em um grupo de 76 pessoas, deixando aberta a possibilidade de que existam mais duas testemunhas para o crime.

Desde 2006, a violência relacionada ao tráfico de drogas no México deixou mais de 28 mil mortos, a maioria na área fronteiriça com os EUA. O governo destacou 50 mil militares para combater os traficantes.