Autoridades russas permitem protesto no sábado
Governo autorizou reunião de até 30 mil pessoas em praça próxima ao Kremlin
MOSCOU - Autoridades russas decidiram permitir que a oposição faça uma manifestação sábado, 10, em Moscou contra as fraudes eleitorais, após a polícia ter reprimido protestos que aconteceram nesta semana com brutalidade. A decisão de permitir que até 30 mil pessoas se manifestem no sábado, em uma praça perto do Kremlin, parece ser uma tentativa de evitar a violência que aconteceu em outros episódios após as eleições parlamentares do final de semana passado.

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Protestos são teste para Putin e rivais
O partido Rússia Unida, do primeiro-ministro Vladimir Putin, conquistou cerca de 50% dos votos, o que lhe permitiu manter uma maioria no Parlamento. Mas os partidos da oposição russa e observadores dizem que mesmo esse resultado foi inflado por causa de fraudes eleitorais. A lei eleitoral russa redistribuiu os votos de três partidos que não alcançaram os 5% dos votos. Isso deu ao Rússia unida o equivalente a 53% das cadeiras na Câmara.
Embora o protesto tenha sido autorizado, os manifestantes não poderão fazer uma passeata após o evento. O governo russo já escalou uma força de 50 mil policiais e 2 mil paramilitares para a patrulha das ruas.
Os protestos contra as fraudes levaram milhares de pessoas às ruas de Moscou e São Petersburgo Os manifestantes usaram a internet para se mobilizar e mais de 30 mil pessoas já disseram que protestarão amanhã, confirmando presença em uma página do Facebook. Protestos também foram programados para outras cidades russas.
Ilya Ponomaryov, um parlamentar que é um dos líderes da Frente de Esquerda, movimento de oposição, descreveu o protesto programado para o sábado como um marco em eventos semelhantes na Rússia. Ele comparou os protestos que ocorrem hoje contra Putin com o movimento popular que levou à queda do regime comunista há vinte anos. "Nós esperamos que esse seja o maior protesto político em vinte anos", disse Ponomaryov. As informações são da Associated Press.
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